domingo, 30 de agosto de 2015

FAUNA BRASILEIRA PARA CRIANÇAS: indicação WMF Martins Fontes


As ilustrações de Geraldo Valério são pura riqueza! E ainda traz para o mundo infantil a diversidade maravilhosa da nossa fauna brasileira.

Com imagens coloridas e cheias de detalhes, as ilustrações são produzidas com a técnica de colagem sobre papel: cada animal é uma obra de arte!

O índice conta com um animal por letra do alfabeto e a cada página o leitor se depara com informações e curiosidades sobre cada animal. 

Um livro muito interessante para ler com as crianças, aproveitar em um projeto ou mesmo para leitura autônoma de crianças em fase de alfabetização, pois a letra é maiúscula. 

Também acredito que as ilustrações são super inspiradoras para dialogar com uma proposta das crianças criarem seus próprios animais a partir dessa técnica: fazer uma roda de conversa sobre como o artista criou cada uma delas, perguntar o que as crianças acham antes de explicar a técnica, explorar as hipóteses infantis, observar novamente algumas imagens, perceber as formas, a composição e a sobreposição, as cores...

É uma forma lúdica e prazerosa de conhecer bichos e aves do nosso Brasil.
Boa exploração!



Ilustrador: Geraldo Valério
Textos: Humberto Conzo Junior
Editora: WMF Martins Fontes



Imagens retiradas do site: http://www.geraldovalerio.com/abccover.html

sábado, 22 de agosto de 2015

PINTURA MURAL: possibilidades do azulejo com grupo de 5 anos.


"Pintar é libertar-se, e isso é essencial." 
Picasso




A pintura acima foi inspirada na técnica das obras do artista Jackson Pollock.



Esse tipo de pintura aconteceu em um mural de azulejo (construído para essa finalidade) na parede de um espaço externo da escola, para que haja a possibilidade de pintar, lavar e pintar de novo. Normalmente as crianças menores utilizam mais esse recurso.

Essa é uma proposta que abre diferentes formas de exploração: pode-se pintar diretamente no mural ou em um suporte colado nele, pintar em pé, agachado, em movimento; pintar com diversos tipos de pincéis, pintar em diferentes formações grupais ou mesmo individual, ter um tema ou ser livre etc. As crianças também aprendem e aprimoram a noção de espaço, de observar suas marcas referentes a suas ações, conhecem novas texturas e materiais.

Para as crianças acima de 4 anos, sempre optei por trabalhar com tinta em potinhos e um pincel em cada um deles, orientando-as que o pincel "mora" no potinho e não pode ir para outro ou misturar-se, que eles precisam trocar os potes se quiserem usar outra cor, e esperar se outro estiver usando. 

Pode-se usar copinhos plásticos de requeijão ou reutilizar os próprios potes de guache que acabam, as duas opções são boas porque tem tampa o que facilita não precisar lavar toda vez os recipientes.




Já fiz algumas propostas como: estêncil, pintura com dois suportes separados, pintura com diversos suportes, pintura sem encostar o pincel no azulejo, pintura diretamente no mural, etc.



A pintura acima foi inspirada no processo de criação de arte urbana: o grafite

Essa experiência foi relatada aqui: http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2014/02/o-grafite-das-ruas-na-educacao-infantil.html


A pintura acima foi inspirada na arte do grafite de Carlos Dias.



 A pintura acima foi feita no mural de azulejos e depois exposta no mural da sala.



A pintura acima foi a ambientação do cenário da apresentação do projeto de circo do grupo 4.


A pintura acima foi uma proposta com papel canson A3 e colagem realizada com palito de sorvete.


Utilizava esse espaço uma vez por semana, fiz muitas propostas, mas não salvei todas as fotos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de agosto

Autor e Ilustrador: Stephen Davies e Christopher Corr
Tradução: Helena Carone
Editora: Pequena Zahar


Ao observar a capa colorida e rica nos detalhes, a ilustração me lembrou a arte NAIF. São casas, animais, estampas e uma cultura maravilhosa para apreciar e aprender. Com certeza as crianças ficarão encantadas com as ilustrações.

Em um cenário alegre e povoado na Àfrica, uma menina tem o desafio de atravessar um caminho cheio de aventuras para levar um pouco de leite para o pai, mas não pode derramar nem uma gota. Com um final surpreendente, todos envolvidos na leitura vão se divertir!

Talvez o fato do narrador conversar com a personagem, desperte algumas questões ou estranhamento por parte dos pequenos ouvintes.

Boa caminhada!


Autora: Silvana Beraldo Massera
 Ilustradora: Silvia Amstalden
Editora: QUATROCANTOS

O início da história me lembrou as crianças que estão aprendendo a escrever com a letra cursiva, talvez porque vivo esse momento com algumas delas.

Uma linha ativa, com vontade própria, sai por aí passeando, explorando e fazendo descobertas. Assim como as crianças, a emoção, o movimento, a curiosidade, a brincadeira, o descanso, a criatividade, o carinho, colocam a linha em aventuras pelo cotidiano na cidade.

Boa leitura em movimento!




Autor: Antoine de Saint-Exupéry
 Tradução: André Telles e Rodrigo Lacerda
Editora: Zahar

Essa é uma edição especial que homenageia 70 anos da morte de Saint-Exupéry. O escritor francês foi aviador e também produziu outras obras.

O pequeno príncipe é um livro reconhecido mundialmente, conquista de crianças a adultos. Com a narrativa cheia de sutilezas e um olhar singular, curioso e contemporâneo, seus trechos são reproduzidos para encantar e representar pensamentos dos apaixonados pela obra e conquistar novos adeptos.

Receber esse livro foi um presente maravilhoso, segurá-lo e folheá-lo foi emocionante: imediatamente levou-me para um outro mundo, cheio de fantasia, de questionamento e de aprendizagem. 

Se você já leu, mesmo assim, confira essa edição. A cada leitura um novo olhar!


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O semanário como instrumento reflexivo do professor

    O cotidiano na escola é complexo e desafiador. Estabelecer uma rotina e lidar com ela podem ser tarefas bastante exigentes para os educadores, que se veem às voltas com dúvidas e dilemas. A definição das atividades, o tempo, o espaço, o registro, a avaliação, são alguns aspectos que devem ser levados em consideração neste contexto, mas nem sempre há muita clareza de como abordá-los e em que momentos abordá-los.[1]

O planejamento semanal, o qual chamo de semanário, prevê o que e como promover as aprendizagens, os objetivos e as propostas com flexibilidade, de forma com que as crianças realmente aprendam e seja uma aprendizagem significativa. Também tem o papel de tornar o trabalho organizado, colaborar com a gestão do cotidiano na sala de aula e a distribuição das áreas de conhecimento na rotina.

O semanário colabora com a preparação dos recursos necessários e ajuda a visualizar as possibilidades; organiza o tempo e o espaço, além de prever os momentos de observação e registros, seja fotográfico ou escrito.

Essa organização da ação educativa é uma prévia ao ensino, permitindo tornar consciente para o professor toda a intencionalidade de cada proposta. É preciso clareza em relação ao que se deseja que as crianças aprendam. Esse planejar supõe um exercício de reflexão, de conseguir antecipar as dificuldades de cada criança, considerando a diversidade entre elas, e fazer as mediações e intervenções necessárias, adaptando-se as necessidades de cada uma. Segundo as autoras BASSEDAS, HUGUET E SOLÉ (1999, p. 113) o planejamento implica “uma reflexão sobre o que se pretende, sobre como se faz e como se avalia”.

Os aspectos organizacionais e de planejamento são essenciais para garantir um trabalho de qualidade. Essas tomadas de decisões são importantes para saber o que se sucederá em sala de aula, são questões dinâmicas que nos proporciona reavaliar a prática a partir dos tempos, espaços, materiais, propostas e encaminhamentos do que tem acertado ou errado.

O planejamento é antecipação do que será posto em sala de aula, considerando que podem acontecer situações inusitadas e como o professor pode aproveitar esse fato interessante que se colocou.

Se o objetivo do planejamento é garantir o desenvolvimento das capacidades das crianças baseado em conteúdos que fazem parte de um documento curricular, é indispensável fazê-lo e garantir a coerência entre o que se pretende e o que de fato se sucede (BASSEDAS, HUGUET E SOLÉ, 1999, p. 113).

Esse planejamento semanal é uma estratégia, um recurso, uma ferramenta do professor para elaborar suas aulas com flexibilidade em relação a possibilidades de escolhas que podem afetar o que havia sido planejado e tudo bem. Algumas situações inusitadas aparecem e é possível aproveitar aquele momento ou inserir no próximo planejamento.

A gestão de sala de aula é fundamental para que o professor dê conta de colocar em prática o que planejou, ter a capacidade de se antecipar e lidar com imprevistos: falta de tempo, aluno atrasado, conflitos, falta de compreensão etc. Segundo Rosaura Soligo em uma reportagem na revista Nova Escola “Ter uma boa gestão da sala de aula ajuda a contornar problemas desse tipo. O professor tem de dar conta do previsto, lidar com o inesperado e administrar a rotina para que todos aprendam”. [2]

Não é uma tarefa simples. Exige do professor organização, dedicação, estudo, registro, troca com a equipe pedagógica e reflexão; exige a consciência da importância dessa tarefa e assim a partir da experiência de sua própria prática e da capacidade de se antecipar, esse fazer se torna cada vez mais aprimorado.




[1] Pátio Educação Infantil – Desafios do cotidiano pedagógico – Ano II No 4 – Abril/Julho 2004.
[2] Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/gestao-sala-aula-voce-seguro-classe-713785.shtml