quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O GRAFITE das ruas na escola de educação infantil







Volta às aulas, decidi fazer uma roda de conversa sobre as férias. Uma das crianças comentou sobre sua viagem de férias no qual havia observado grafites nas ruas, esse assunto suscitou uma interessante conversa e na outra semana li uma reportagem sobre crianças que grafitavam, assim iniciei o planejamento da proposta de levar a arte das ruas para escola.

O grupo se empenhou em aprender algumas técnicas do grafite, estavam ansiosos com a ideia. Começamos com a apreciação de um livro de grafite, depois troquei ideias com um amigo grafiteiro e assim dei uma forma para essa proposta.

A inspiração para o tema do mural partiu da leitura de um livro chamado "Com- fusão" do autor Ilan Brenmam. O grupo decidiu que cada um criasse seu bicho (metade um, metade outro) e iniciaram os desenhos em uma folha de sulfite A4 que depois foi ampliado para uma cartolina.

 O próximo passo foi passar esse desenho para o mural: primeiro traçaram com pincel fino e tinta cinza, depois pintaram o fundo do mural e pintaram os bichos. O acabamento foi dado com tinta preta usada para contornar os bichos esquisitos. Também espirraram um pouco de tinta com um borrifador e cada um fez sua “tag” (que é uma assinatura) ao lado da sua criação. Pronto, foi um sucesso!!! As outras salas também se encantaram e apreciaram durante a semana enquanto se divertiam no parque.









Outra experiência com outro grupo...

Visitei uma exposição sobre Grafite no Masp e a característica de um artista em especial, me chamou a atenção por criar muitas relações com o desenho infantil. Perguntei as crianças se sabiam o que era grafite, se já tinham visto em algum lugar na cidade e tivemos uma conversa bem produtiva.

 Disse a eles que iríamos conhecer as obras de um artista grafiteiro chamado Carlos Dias. Nós apreciamos os desenhos e um mural que o grafiteiro elaborou utilizando tinta, giz pastel, retratos velhos, partituras, bandejas de bolo de aniversário, páginas de livro, pedaços de materiais que diríamos...ser lixo.

O grupo se inspirou com a apreciação e criou o seu mural. Conversamos sobre os materiais, selecionamos alguns e colamos fragmentos como: craft, jornal, bandejas descartáveis, caixinhas etc. As crianças gostaram muito da experiência e ficaram apaixonados pelo próprio trabalho. A partir daí foi comum ouvir durante o ano todo comentários sobre a observação dos grafites na cidade.


*Trabalho realizado em 2008 e 2009.