domingo, 26 de março de 2017

EU E A FOTOGRAFIA: um percurso na educação.


Como escrevi no artigo anterior http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2016/11/eu-e-fotografia-construcao-de-um-olhar.html , meu olhar na escola se modificou aos poucos de acordo com as minhas experiências pessoais.

É um prazer clicar a potencialidade das crianças! Trabalhar em diferentes escolas, com práticas e concepções distintas, contribuiu muito para minha formação como professora e, consequentemente, para esse olhar.

Outros fatores que também foram importantes nesse percurso: 


  • em 2012, criei esse blog para compartilhar minha prática, tinha muitos registros interessantes acumulados nos últimos anos;
  • em 2013, trabalhei com o currículo organizado por projetos interdisciplinares e conheci pessoalmente as escolas de Reggio Emilia;
  • em 2014, tive a oportunidade de implementar e atuar como professora de FI no período complementar de uma escola particular em SP. Com uma proposta mais aberta, onde a observação se fez essencial para criar propostas a partir também do interesse dos alunos, registrei tudo, fotografei os processos e as surpresas do cotidiano.
Além do exercício, praticamente, diário de fotografar de tudo um pouco, realizar testes em casa e assim aprender a usar as funções da câmera. Aprendizagem que de tempos em tempos preciso retomar dependendo do quanto mantenho a prática.

Como já citei, meu olhar tornou-se mais investigativo, não registrava apenas para documentar, mas também para aprender, para refletir e para interpretar o que as crianças queriam me dizer com seus fazeres, principalmente, nos momentos de maior liberdade e criação.

Quando conheci o trabalho do professor André Carrieri, fiquei interessada em participar de um curso ministrado por ele, mas nunca dava certo, até que consegui! O que também contribuiu para meu desenvolvimento com a fotografia.

Aprendi os tempos desse processo fotográfico, o movimento inseparável de fotografar e pensar sobre essa ação. E como uma linguagem organizada que provoca, sensibiliza, traduz e proporciona visibilidade ao percurso educativo no cotidiano escolar, precisamos estudá-la.


Foto de André Carrieri

Foto de André Carrieri
Depois de 5 encontros com diversas vivências e trocas, cada participante foi criando seu estilo, apurando seu olhar, tomando decisões, experimentando novas formas...até se encontrar.

O que mudou depois do curso?

Pra começar as vivências em grupo, trocas e reflexões foram essenciais: ouvir o outro, refletir sobre o trabalho do outro, se abrir para outros pontos de vista. Estar em grupo é o primeiro ponto que me fez sair do lugar.

Depois outras dúvidas foram aos poucos esclarecidas pelo professor conforme nossas vivências:
  • Como decidir se a foto fica melhor em preto e branco ou colorida?
  • Qual é a melhor resolução para cada tamanho de ampliação?
  • Recortar a foto, tirar de perto ou usar zoom?
  • Quais são os melhores enquadramentos, dependendo do que você quer e pode mostrar? 
  • Que quantidade de fotos são suficientes para contar uma história?
  • Que critérios eleger para seleção de fotos?
  • Que infância você está fotografando? Você vê o que a criança mostra ou vê o que acha que vê?
  • O que a criança quer dizer com determinado gesto ou ação?
  • Você tira ou faz fotos?
  • Como está posicionado seu corpo ao fotografar?
  • dentre outras perguntas...
Foto de Bianca Franchi

Foto do Centro de Estudos Encontros e Conexões Pedagógicas
 É importante considerar que:

  • o trabalho com a fotografia dá visibilidade a prática pedagógica. Revela concepções, olhares e aprendizagens;
  • quando uma foto ou uma sequência de fotos é escolhida, tem uma intenção, elas passam uma mensagem. Prefira tirar fotos espontâneas, fotos de poses permeiam outros valores, que não esses que aqui me dedico;
  • aos poucos as crianças se acostumam com a câmera e não se importarão mais de serem fotografadas, nem farão poses, se for o caso tire uma com pose e outra sem;
  • compartilhe com as crianças o porque das fotos, para onde vão, o que contam; mostre à elas no computador ou no telão, deixe-nas participar desse processo e até tirar fotos, elas são capazes, acredite! Já nasceram no mundo digital;
  • se for divulgar em redes sociais ou circulação interna, peça autorização das famílias desde o início do ano;
  • não compartilhe fotos dos seus alunos nas suas redes sociais, a não ser que a escola publicou primeiro (somente fotos sem o rosto ou marca da escola);
  • troque com seus colegas, crie um espaço de diálogo, nem sempre conseguimos ver o que a criança está contando e outras interpretações contribuem muito; 
  • fotografia é prática e criatividade, ninguém nasce sabendo ou tem "o dom";
  • encante mais pessoas ao seu redor, faça registros autorais e coletivos;
  • planeje o que você deseja fotografar, nem sempre é fácil devido à diversas formas de agrupamentos e quantidades de crianças por professor;
  • ao tirar uma foto, olhe também para o fundo, o espaço, a luz;
  • pesquisar e conhecer sobre fotografia é necessário para aprimorar o olhar;
  • lembre-se que embora a câmera ajuda muito na qualidade da foto, é você que está por trás dela, sua visão;
  • a câmera é o seu brinquedo, divirta-se!

Foto do Centro de Estudos Encontros e Conexões Pedagógicas


Foto de Bianca Franchi

Depois descobri um estilo próprio e autoral: fotografar, propositalmente, também do ponto de vista do adulto, de cima pra baixo, mostrando o que as crianças estão fazendo no parque. Confira o perfil @culturainfantil no instagram.



Folders do Centros de Estudos Encontros e Conexões Pedagógicas




Essas são algumas fotos que apresentei na Mostra em 2016, finalizando a formação.









Sobre meu tema: passei a me concentrar mais nas ações e nos gestos, do que me preocupar se os objetos e os brinquedos estavam em bom estado ou em mostrar as crianças. Percebi que as panelas velhas faziam sucesso e o importante é brincar. As crianças são fantásticas, basta conseguir observá-las e deixá-las criar!


Sempre há pelo menos três pessoas em toda fotografia: o fotógrafo, o sujeito ou objeto fotografado e o espectador. Ansel Adams
Às vezes existe uma única foto cuja composição possui tanto vigor e tanta riqueza, cujo conteúdo irradia tanta comunicação, que esta foto em si é toda uma história. Henri Cartier-Bresson
Você não pode depender dos seus olhos quando sua imaginação está fora de foco. Mark Twain
A câmera é um instrumento que ensina as pessoas a verem sem uma câmera. Dorothea Lange
Só você e sua câmera. As limitações em sua fotografia estão em você mesmo, porque o que você vê é o que você é. Ernest Haas
Fotografar é, num mesmo instante e numa fração de segundo, reconhecer um fato e a organização rigorosa das formas percebidas visualmente que exprimem e significam este fato. É colocar na mesma mira a cabeça, o olho e a emoção. No que me concerne, "fotografar  é um meio de compreender". É uma forma de gritar, de se liberar e não de provar ou afirmar sua própria originalidade. Henri Cartier-Bresson 


Foto de Bianca Franchi







Foto de André Carrieri
Foto do Centro de Estudos Encontros e Conexões


Para saber mais...



Um curso semestral oferecido pelo Encontros e Conexões Pedagógicas, confira a página no facebook:  www.facebook.com/encontroseconexoespedagogicas

Um registro de outro curso 2014/2015:


segunda-feira, 13 de março de 2017

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de março.

Texto: Dulce Seabra e Sérgio Maciel
Ilustrações: Albert Llinares
Editora: Cortez

Um livro\documento muito importante para ser ensinado nas escolas, uma ferramenta para conversar sobre as regras, as relações, o respeito, a ética, o mundo adulto e o infantil. Uma referência para o exercício da cidadania. 
Traz a unificação da humanidade como marco: o que prejudica um povo, etnia ou indivíduo; prejudica toda humanidade. 
A efetivação dos direitos ainda estão em processo e para estarmos cada vez mais próximos da concretização, o Estado, a família, a escola e todos os cidadãos são responsáveis por colocar esse documento em prática, como regulador ético.
"Nele estão expressos direitos e deveres que fazem de nós, humanos, seres respeitáveis e civilizados, especiais em nossas atitudes e no modo como nos relacionamos uns com os outros.Conhecer essas regras desde cedo é fundamental para construirmos um mundo cada vez mais justo  e feliz, repleto de compreensão e respeito mútuo".

Para complementar:

Filme: www.youtube.com/watch?v=j33hoi_Cn7Y
Declaração: www.unicef.org/brazil/pt/resources_10133.html



Texto: Giovanna Zoboli
Ilustrações: Guido Scarabotollo
Tradução: Noelly Russo
Editora: Pequena Zahar

Crianças são cheias de perguntas. Observadoras e curiosas, questionam o mundo na tentativa de entenderem como as coisas funcionam. Um mundo cheio de aventuras, mágicas e diversão.
De dentro do carro uma criança pode imaginar muita coisa e com isso criar fantasias, elaborar ideias e diversas perguntas.

Se divertir dentro do carro pode até virar uma brincadeira! Aproveitem!


Texto: Alessandra Almeida Maltarollo
Ilustrações: Yolle Torres
Editora: Zit

Esse texto mostra como é a vida de uma criança com Down, uma vida feliz, divertida e saudável como a vida de todas as crianças devem ser.
Uma criança que brinca, que vai à escola, tem bons professores, vários amiguinhos e uma família que a ama muito.

Clarice é uma menina que faz muitas coisas e aproveita a vida ativa que tem. Ela descansa, ajuda, comemora, brinca, tem contato com a natureza e com os animais; gosta de desafios, de música, de dançar e atividades físicas. Está sempre a sorrir e disposta a aprender, cada aprendizado no seu tempo com suas particularidades, assim como as demais crianças.

Um belo livro para aproveitar e trocar experiências com a Clarice por meio do e-mail da mãe que é autora do livro.

Para quem é do RJ:






Texto: Lesley Gibbes
Ilustrações: Stephen Michael King
Editora: Brinque-Book


Três amigos saem de casa em uma aventura misteriosa, em uma noite assustadora. Cada um levando uma coisa nas mãos. A ilustração da capa já sinaliza um pouco o conteúdo da narrativa e pode ser comentada pelas crianças antes da leitura. 

A cada página, a ilustração complementa o texto e aguça mais ainda o suspense. Será que eles sentiram medo? Eles desistiram? E se eles encontrarem algo horripilante? Para onde eles vão? Com tantas perguntas para responder e mistérios para desvendar, o desfecho da história é surpreendedor e divertido.

Com certeza as crianças ficarão intrigadas com o clima de suspense, imaginando muitas coisas, mas será difícil prever o final. Quando as personagens chegam ao destino e contam 1,2,3 para abrir uma porta...o que será que vai acontecer?

Bom suspense!



Texto: Isabel Minhós Martins
Ilustrações: Bernardo Carvalho
Editora: Peirópolis


Um livro muito bacana para apresentar e conversar com as crianças sobre o que aprendemos com as diferentes pessoas que fazem parte das nossas vidas e/ou que nos relacionamos.

Na escola, é comum ouvirmos das crianças "Mas a outra professora", "Mas meus pais", "Mas meu irmão"...uma infinidade de aprendizagens com diferentes pessoas e que as elas ainda estão aprendendo como, onde e quando usar cada uma delas. Principalmente diferenciando os espaços sociais e privados em relação ao que é possível em cada um deles e que o ambiente familiar é diferente do ambiente escolar, mas algumas coisas na vida estão entrelaçadas, fazem parte de algo maior.

Quando ensinamos algo a uma criança e isso é colocado em prática, ela agradece! Nem sempre com um obrigado, mas com um sorriso, um abraço, um olhar, um desenho de presente ou mesmo uma fala. O sentimento de gratidão é o que vale.

Obrigada!


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EU E A FOTOGRAFIA: a construção de um olhar.

Um relato, um resgate, uma memória sobre meu caminho com a fotografia.




Minha história com a fotografia talvez tenha começado na infância, observando a relação da minha mãe com o fotografar: filhos crescendo e reuniões de família. 


Lembro de brincar com essa Kodak antiga quebrada.
Essas fotos sempre me trouxeram grande prazer e quem tem família grande sabe como é. Mil fotografias! Tenho um irmão mais velho, convivi com mais ou menos 10 primos/primas e 8 tios/tias. Isso só de São Paulo, boa parte da minha família é do Paraná. 

Na adolescência sempre andava com uma máquina na bolsa e um filme novo para registrar momentos espontâneos: a diversão com os amigos e as viagens em turma. 
Um outro modelo da Kodak que me acompanhou. 

Mais tarde, quando iniciei meu primeiro estágio na área da educação como auxiliar de classe, lembro-me de receber elogios pelas minhas fotos e isso me fez pensar sobre. Continuei a fotografar nas escolas onde trabalhei, mas por documentação, por registro do processo de aprendizagem para complementar os relatórios e mostras de trabalho.

Depois um namorado que fotografava me ensinou a usar uma Nikon profissional e cada vez mais minha paixão pela fotografia aumentava e ganhava novos sentidos. 

Já não era um registro do trabalho ou da diversão com os amigos, era um registro mais pessoal do meu olhar sobre cada lugar que visitávamos viajando: Ubatuba, Pindamonhangaba, Campos do Jordão, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Luiz do Paraitinga, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina, Chile e Deserto do Atacama. Além de experimentações/registros caseiros de objetos, momentos, luzes etc.

Também aprendi sobre o olhar dele em relação ao fotografar, o que me influenciou a quebrar aquele mesmo jeito de sempre olhar e enquadrar o que me chamava atenção, inclusive, a me questionar sobre essas escolhas. Assim cresci nas minhas reflexões e cliques, até que no fim de 2012 resolvi comprar minha própria câmera. 


Canon T3i, minha atual.
Um amigo fotógrafo me ajudou a escolher esse modelo, peguei uns conselhos e com a câmera em mãos, li o manual e me joguei!

Os primeiros registros foram viajando sozinha pelo Brasil de mochilão e viagens internacionais de estudo: Minas Gerais, Espirito Santo*, Itália, Londres, Paris, Curitiba, Pará, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte. 

Acredito que o contato com diferentes histórias, culturas, povos, folclores...contribuíram com a construção do meu olhar. De repente estava eu fotografando a arquitetura das cidades, as flores, os animais, os grafites, as pessoas...Ganhei um olhar investigativo. E também comecei a usar o temporizador da câmera para fotografar paisagens que eu queria aparecer e fazer alguns retratos. Meus gatos também foram modelos importantíssimos nesse processo!

Com câmeras de boa qualidade nos celulares, fotografar tornou-se muito mais acessível e faz pouco tempo que uso esse recurso com frequência. Com duas formas de fotografar (câmera e celular) as experiências e reflexões aumentaram: testar, selecionar, apagar, escolher o que registrar...não precisava mais de um motivo para fotografar, o olhar já estava tornando-se poético, singular, autoral.

Ao mesmo tempo meu olhar fotográfico na escola, com o fazer das minhas crianças também cresceu, evoluiu. Tinha um gosto diferente fotografá-las.



Na parte 2 vou escrever sobre o olhar do professor e fotografia na educação. Já, já fica pronto!






*Entre uma cidade e outra fui de trem e fotografei o Rio Doce inteiro antes da tragédia


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

COLEÇÃO BRINCO E CANTO: música e arte para crianças.

Autoras: Maristela Loureiro e Ana Tatit
Coleção Brinco e Canto
Editora: Melhoramentos



A coleção é simplesmente encantadora e muito importante como material de apoio aos professores que atuam com educação infantil e séries iniciais. São quatro volumes com conteúdos riquíssimos, trata-se de um livro-CD-DVD: brincadeiras, músicas e danças da nossa tradição e de outras culturas. Um luxo de material! Pensado com todo cuidado e delicadeza por parte das autoras e dos envolvidos.

Maristela Loureiro e Ana Tatit são amigas educadoras que uniram as artes visuais e a música com o mundo infantil. A coleção nasceu do desejo de compartilhar e ampliar o repertório do cancioneiro popular com crianças, jovens, adultos, educadores e com todas as pessoas que tiverem interesse.




Esse repertório foi resgatado de memórias da infância das educadoras e de vivências em diversas regiões do Brasil. As canções estão sempre vinculadas a uma brincadeira e toda coleção é organizada com a letra da canção, a tradução - se necessário, a explicação de como se brinca, a partitura e até alguma curiosidade.

No início de cada livro, há uma apresentação bem detalhada do volume e uma parte dedicada a importância de se trabalhar com o conteúdo oferecido. Mesmo para quem não tem muito jeito ou não conhece as brincadeiras e as canções, é possível aprender, se divertir e ensinar para as crianças. A orientação contida em cada volume permite essa formação cultural e prática do professor.

O CD e o DVD conta com a participação de músicos e brincantes muito sabidos e especialistas no que fazem.

Uma coleção única e que contribui de forma muito especial com a inserção da música e da arte no cotidiano das escolas de educação infantil. A música e a arte são desafios na formação do professor polivalente, por isso acredito que essa coleção complementa e traz um repertorio incrível para desenvolver em sala de aula, indispensável na biblioteca do professor.




Boa diversão!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

LITERATURA INFANTIL: indicações Brinque-Book

Texto e Ilustração: Fernando Vilela
Editora: Brinque-Book

Uma cabra inquieta e um jacaré sabido passeiam juntos por diversas cidades brasileiras. É só dizer uma palavra mágica e pronto, eles aparecem no lugar desejado! Mas durante a passagem pela Floresta Amazônica um acontecimento inesperado faz a cabra seguir sozinha...

Um livro divertido, com um ótimo texto e ilustração. Cheio de paisagens turísticas e informações típicas de cada lugar visitado. E você ainda pode conferir um mapa do Brasil com os locais onde as personagens viajaram e algumas curiosidades sobre cada região.

Boa viagem!

Texto e Ilustração: Sophie Schmid
Tradução: Camila Werner
Editora: Brinque-Book

Muitos bichos reunidos tentam resolver o probleminha de um colega, ninguém aguentava mais. Até que um dia, um cartaz promete uma recompensa para quem conseguisse acabar com o soluço de Hugo, assim os amigos candidatos colocaram em prática várias ideias para desaparecer com esse tal soluço que tanto os incomodava.

Hugo passa por vários testes e nada dá certo, até que um desses bichos têm uma atitude nova e não é que deu certo?! 

Qual será o segredo para acabar com o soluço? Você já teve soluço? Como conseguiu acabar com ele?


Texto: Alice Bassié
Ilustração: Sylvain Diez
Tradução: Gilda de Aquino
Editora: Brinque-Book

Essa é uma história de um lobo com cara de bravo, ele entra em uma confeitaria, faz o seu pedido e diz SENÃO...e logo a senhora ovelha, com medo, entrega o pedido. 

A ovelha pede para uma amiga substituí-la na confeitaria, mas não conta o motivo e assim mais uma amiga passa pela mesma situação, até que uma delas resolve contar tudo a um amigo e ele aceita enfrentar o lobo.

Então quando o lobo vai novamente a confeitaria, encontra um senhor no atendimento que lhe responde "Senão o quê?".

Qual será a reação do lobo? Será que ele tinha só fama de bravo ou era bravo mesmo? Será que não era melhor a ovelha contar a verdade desde o início?


Texto e Ilustração: Helga Bansch
Tradução: José Feres Sabino
Editora: Brinque-Book


Certo dia, um ganso selvagem pousa no meio dos gansos da granja e causa grande agitação, isso porque gansos de granja não sabem voar.

Mitzi é uma gansa sonhadora, diferente do seu grupo, ela se encanta pela ideia de aprender a voar e decide treinar. Alguns animais aconselham a gansa, enquanto outros não acreditam que ela vai conseguir e tentam convencê-la de que é melhor ser gordinha e elegante.

Será que Mitzi conseguirá voar com os gansos selvagens ou desistirá do seu sonho? Será que enquanto os outros não acreditam nos seus sonhos devemos desistir ou seguir em frente? 



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Manual da Família: inspirações para educar no século XXI

Como conquistar valores, atitudes e comportamentos fundamentais ao exercício da cooperação, cidadania, exercer a tolerância e a compreensão junto aos nossos companheiros de viagem nesta fascinante e complicada vida no século 21?*



A Associação Cultural Casa das Caldeiras em parceria com a Fundação Itaú Social desenvolveu esse projeto, pesquisou por meses junto a comunidade e lançou em 14 de junho de 2016, o e-book Manual da Família - A difícil arte de educar no século XXI. 

Está disponível gratuitamente para todos que tiverem interesse em repensar as relações e discutir sobre a instituição família, independente da sua formação familiar.

O objetivo desse projeto é que as pessoas possam incluir no seu cotidiano reflexões a cerca dos desafios e das necessidades existentes na educação das crianças e jovens no século XXI, que possam compartilhar experiências, vivenciar encontros e trocar informações.

A publicação ajuda a tirar diversas dúvidas e ressalta a importância da família no desenvolvimento integral das crianças e jovens: ao participar mais ativamente da vida deles, temos a possibilidade de formar uma sociedade melhor para todos.

Não se trata de um livro de receitas de como educar e sim uma ferramenta que apoia as famílias na conscientização da necessidade do trabalho com as emoções de todos os envolvidos.

O e-book pode ser baixado no formato simples em pdf, no formato interativo com vídeos e uma versão para smartphones e tablets.

Confira os links para acessar o e-book:




*Texto elaborado pela equipe do Manual.

domingo, 7 de agosto de 2016

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de agosto


Texto e Ilustração: Stephen Michael King
Tradução: Gilda de Aquino
Editora: Brinque-Book

Uma criança descreve o pai e as ilustrações dão vida a esse pensamento infantil: se o pai é alto e cheio de pintas, só pode ser uma girafa!

Conta sobre as qualidades do pai, o respeito entre eles, as aventuras e os passeios, tudo que eles podem fazer juntos, coisas incríveis que podem fazer e o quanto é especial para essa família.

As ilustrações são muito belas, divertidas, expressivas e estimulam a imaginação. Ótimo para crianças que estão em processo de alfabetização, pois as letras são maiúsculas.

Um livro adorável!


                                  Texto e Ilustração: Celso Sisto
Editora: Escarlate


Histórias africanas são encantadoras, trazem mistérios, magia, alegria e muita riqueza cultural.  Esse livro traz sete contos populares e uma apresentação bem bacana para situar o leitor em relação a essa obra. Para cada conto há uma ilustração bem forte e marcante, cheia de cores e detalhes.

Quando leio contos da tradição oral de outros povos, as crianças se interessam muito por toda simbologia, querem saber o significado de todas as palavras diferentes que aparecem e comentam sobre os fatos, ficam encantados com a relação homem/animal/natureza, os mistérios, as magias, as maldades e as espertezas. Gosto muito de contar histórias do mundo todo, assim as crianças ampliam o repertório literário e principalmente o cultural, contribuindo com observações e conversas muito interessantes.

Boa aventura cheia de fantasias!



Texto e Ilustração: David McKee

Tradução: Clarice Duque Estrada

Editora: Pequena Zahar

A capa e a folha de rosto já são um convite para as crianças tentarem adivinhar do que se trata a história. Um tema fundamental para ser tratado com os pequenos: as diferenças, a tolerância e o preconceito.

Dois elefantes, um preto e outro branco, vivem em harmonia com a natureza e os animais, mas entre eles se odiavam. E assim começa uma briga entre os elefantes da floresta. Alguns não quiseram participar, outros foram para batalha. Até que elefantes não forma mais vistos no mundo. Certo dia, elefantes cinzas apareceram e viveram...

Boa reflexão!


Texto: Luís Ernesto Lacombe
 Ilustração: Leo Queiroz 
Editora: Escrita Fina

Esse manual foi lançado no mês de junho com uma edição atualizada. Apresenta os esportes olímpicos de forma divertida e poética, ótimo para apresentar as crianças nesse momento de Olimpíadas: informação e muita sensibilidade. Afinal, podemos fazer poesia com qualquer assunto!

São 32 esportes que contemplam os Jogos Olímpicos 2016 e para cada um deles um pouco de história, regras e modalidades. As ilustrações seguem um estilo único e são cheias de humor. 

Leitura para todas as idades!



Texto: Tatiana Filinto
Ilustração: Graziella Mattar
Editora: Grão

O título já desperta a curiosidade, ao observar a capa podemos pensar no que poderia acontecer nessa história com uma ilha tão pequena?

A história trata de um grande segredo, daqueles que não pode ser compartilhado com ninguém. Mas será mesmo que há algum segredo que deva ser tão guardado assim? Será que contar um segredo afasta ou aproxima, ajuda ou atrapalha? Qual a sensação de ter um segredo e não ter coragem de contá-lo a ninguém? O que pode acontecer? Será que algo ou alguém pode ajudar e não deixar o guardador de segredo afundar? Será que não é melhor desabafar, ser acolhido, sentir-se parte? Compartilhar um segredo pode deixar a vida mais leve? E assim voltar a brilhar, ter uma nova forma de ser feliz?

Boa apreciação!


Texto: José Jorge Letria
 Ilustração: Silvia Amstalden
Editora: Peirópolis

Um livro que brinca com as palavras, brinca com os olhos e com a imaginação!

As ilustrações são demais! Recortes que se juntam, formam imagens e palavras. As crianças adoram descobrir o que aparece em cada página, além de identificar as rimas nos versos.

O texto convida a pensarmos mais sobre as palavras: como são, onde estão, do que gostam, onde vivem, quais são seus sons, por onde andam, o que transmitem, o que nomeiam, o que fazem, existem  ou não existem, quais são seus lugares preferidos, que tipos existem, o que elas dizem ou não dizem...Um jogo delicioso para brincar! 




Texto: Marcos Saboya
Ilustração: Mariana Massarani
Editora: Zit
Essa é a história de um menino que é do contra, já nasceu ensaiando dizer essa palavra, e foi assim durante parte de sua infância, seu repertório  frequente era: não, nunca, não quero, jamais, não vou, nada, negativo, nã-nã-ni-nã-não...e outras.

MeniNão, o protagonista, respondia não para tudo, mas sempre conseguia tudo. E isso fez com que começasse a chamar a atenção de todos na escola, era admirado por sua contrariedade. Inclusive respondia não em diversas línguas.

Ele acreditava que o não o fazia raciocinar muito mais do que responder sim, uma forma diferente de viver a vida, mas depois descobriu que sua negativa se convertia em afirmativa e aprendeu a escolher e expressar o que queria com o sim, o talvez, o sei lá, com muita diversão e paz.


Texto: Rosana Martinelli
Ilustração: Mariana Belém
Editora: Quatro Cantos
Essa é a historia de um menino, sim um menino, ele gosta de futebol, de balé, de muitas cores, aprendeu a fazer asas de borboleta com a mãe e tem um pinguim azul. Tem uma pai corredor, uma irmã que é modelo, um irmão que mora com o pai dele (um outro pai) e um professor incentivador.

Miguel tem um olhar sensível e detalhado com as pequenas e as simples coisas do seu cotidiano.


É uma história breve e muito interessante, ótima para conversar sobre as diferenças, as famílias, os jeitos de cada um. As ilustrações são bem alegres e complementam a narrativa com elementos que não precisam conter no texto.



Boa leitura!