segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Manual da Família: inspirações para educar no século XXI

Como conquistar valores, atitudes e comportamentos fundamentais ao exercício da cooperação, cidadania, exercer a tolerância e a compreensão junto aos nossos companheiros de viagem nesta fascinante e complicada vida no século 21?*



A Associação Cultural Casa das Caldeiras em parceria com a Fundação Itaú Social desenvolveu esse projeto, pesquisou por meses junto a comunidade e lançou em 14 de junho de 2016, o e-book Manual da Família - A difícil arte de educar no século XXI. 

Está disponível gratuitamente para todos que tiverem interesse em repensar as relações e discutir sobre a instituição família, independente da sua formação familiar.

O objetivo desse projeto é que as pessoas possam incluir no seu cotidiano reflexões a cerca dos desafios e das necessidades existentes na educação das crianças e jovens no século XXI, que possam compartilhar experiências, vivenciar encontros e trocar informações.

A publicação ajuda a tirar diversas dúvidas e ressalta a importância da família no desenvolvimento integral das crianças e jovens: ao participar mais ativamente da vida deles, temos a possibilidade de formar uma sociedade melhor para todos.

Não se trata de um livro de receitas de como educar e sim uma ferramenta que apoia as famílias na conscientização da necessidade do trabalho com as emoções de todos os envolvidos.

O e-book pode ser baixado no formato simples em pdf, no formato interativo com vídeos e uma versão para smartphones e tablets.

Confira os links para acessar o e-book:




*Texto elaborado pela equipe do Manual.

domingo, 7 de agosto de 2016

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de agosto


Texto e Ilustração: Stephen Michael King
Tradução: Gilda de Aquino
Editora: Brinque-Book

Uma criança descreve o pai e as ilustrações dão vida a esse pensamento infantil: se o pai é alto e cheio de pintas, só pode ser uma girafa!

Conta sobre as qualidades do pai, o respeito entre eles, as aventuras e os passeios, tudo que eles podem fazer juntos, coisas incríveis que podem fazer e o quanto é especial para essa família.

As ilustrações são muito belas, divertidas, expressivas e estimulam a imaginação. Ótimo para crianças que estão em processo de alfabetização, pois as letras são maiúsculas.

Um livro adorável!


                                  Texto e Ilustração: Celso Sisto
Editora: Escarlate


Histórias africanas são encantadoras, trazem mistérios, magia, alegria e muita riqueza cultural.  Esse livro traz sete contos populares e uma apresentação bem bacana para situar o leitor em relação a essa obra. Para cada conto há uma ilustração bem forte e marcante, cheia de cores e detalhes.

Quando leio contos da tradição oral de outros povos, as crianças se interessam muito por toda simbologia, querem saber o significado de todas as palavras diferentes que aparecem e comentam sobre os fatos, ficam encantados com a relação homem/animal/natureza, os mistérios, as magias, as maldades e as espertezas. Gosto muito de contar histórias do mundo todo, assim as crianças ampliam o repertório literário e principalmente o cultural, contribuindo com observações e conversas muito interessantes.

Boa aventura cheia de fantasias!



Texto e Ilustração: David McKee

Tradução: Clarice Duque Estrada

Editora: Pequena Zahar

A capa e a folha de rosto já são um convite para as crianças tentarem adivinhar do que se trata a história. Um tema fundamental para ser tratado com os pequenos: as diferenças, a tolerância e o preconceito.

Dois elefantes, um preto e outro branco, vivem em harmonia com a natureza e os animais, mas entre eles se odiavam. E assim começa uma briga entre os elefantes da floresta. Alguns não quiseram participar, outros foram para batalha. Até que elefantes não forma mais vistos no mundo. Certo dia, elefantes cinzas apareceram e viveram...

Boa reflexão!


Texto: Luís Ernesto Lacombe
 Ilustração: Leo Queiroz 
Editora: Escrita Fina

Esse manual foi lançado no mês de junho com uma edição atualizada. Apresenta os esportes olímpicos de forma divertida e poética, ótimo para apresentar as crianças nesse momento de Olimpíadas: informação e muita sensibilidade. Afinal, podemos fazer poesia com qualquer assunto!

São 32 esportes que contemplam os Jogos Olímpicos 2016 e para cada um deles um pouco de história, regras e modalidades. As ilustrações seguem um estilo único e são cheias de humor. 

Leitura para todas as idades!



Texto: Tatiana Filinto
Ilustração: Graziella Mattar
Editora: Grão

O título já desperta a curiosidade, ao observar a capa podemos pensar no que poderia acontecer nessa história com uma ilha tão pequena?

A história trata de um grande segredo, daqueles que não pode ser compartilhado com ninguém. Mas será mesmo que há algum segredo que deva ser tão guardado assim? Será que contar um segredo afasta ou aproxima, ajuda ou atrapalha? Qual a sensação de ter um segredo e não ter coragem de contá-lo a ninguém? O que pode acontecer? Será que algo ou alguém pode ajudar e não deixar o guardador de segredo afundar? Será que não é melhor desabafar, ser acolhido, sentir-se parte? Compartilhar um segredo pode deixar a vida mais leve? E assim voltar a brilhar, ter uma nova forma de ser feliz?

Boa apreciação!


Texto: José Jorge Letria
 Ilustração: Silvia Amstalden
Editora: Peirópolis

Um livro que brinca com as palavras, brinca com os olhos e com a imaginação!

As ilustrações são demais! Recortes que se juntam, formam imagens e palavras. As crianças adoram descobrir o que aparece em cada página, além de identificar as rimas nos versos.

O texto convida a pensarmos mais sobre as palavras: como são, onde estão, do que gostam, onde vivem, quais são seus sons, por onde andam, o que transmitem, o que nomeiam, o que fazem, existem  ou não existem, quais são seus lugares preferidos, que tipos existem, o que elas dizem ou não dizem...Um jogo delicioso para brincar! 




Texto: Marcos Saboya
Ilustração: Mariana Massarani
Editora: Zit
Essa é a história de um menino que é do contra, já nasceu ensaiando dizer essa palavra, e foi assim durante parte de sua infância, seu repertório  frequente era: não, nunca, não quero, jamais, não vou, nada, negativo, nã-nã-ni-nã-não...e outras.

MeniNão, o protagonista, respondia não para tudo, mas sempre conseguia tudo. E isso fez com que começasse a chamar a atenção de todos na escola, era admirado por sua contrariedade. Inclusive respondia não em diversas línguas.

Ele acreditava que o não o fazia raciocinar muito mais do que responder sim, uma forma diferente de viver a vida, mas depois descobriu que sua negativa se convertia em afirmativa e aprendeu a escolher e expressar o que queria com o sim, o talvez, o sei lá, com muita diversão e paz.


Texto: Rosana Martinelli
Ilustração: Mariana Belém
Editora: Quatro Cantos
Essa é a historia de um menino, sim um menino, ele gosta de futebol, de balé, de muitas cores, aprendeu a fazer asas de borboleta com a mãe e tem um pinguim azul. Tem uma pai corredor, uma irmã que é modelo, um irmão que mora com o pai dele (um outro pai) e um professor incentivador.

Miguel tem um olhar sensível e detalhado com as pequenas e as simples coisas do seu cotidiano.


É uma história breve e muito interessante, ótima para conversar sobre as diferenças, as famílias, os jeitos de cada um. As ilustrações são bem alegres e complementam a narrativa com elementos que não precisam conter no texto.



Boa leitura!


quinta-feira, 30 de junho de 2016

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de junho


Texto e Ilustração: Fernando Vilela
Editora: Pequena Zahar

As ilustrações são de deliciar os olhos: cores vibrantes e muita beleza nos detalhes.


Essa é uma narrativa de imagens, não há texto. Dependendo da idade é possível convidar as crianças à participarem da criação do enredo.

Uma gata e um cachorro viajam pelo mundo dentro de contêineres. Uma aventura e tanto! Tudo acontece nesse espaço: alimentação, sono, diversão e até uma nova amizade. Até que o dono do cão o encontra e os gatos seguem viagem.

No final do livro, há um mapa com o roteiro de viagem, contando sobre os nomes dos navios, as distâncias dos trajetos e um pouco de cada país.

Boa aventura!




Texto: Mahyra Costivelli
Ilustrãção: Taisa Borges
Editora: Grão


Esse é um livro que pela capa já me chamou muito atenção. As ilustrações são mescladas com colagens, desenhos e pinturas; o texto é rimado e tem algumas palavras em destaque que chamam a atenção para alguns aspectos da narrativa.


LedAzeda é a história de uma menina que só precisa de um olhar amigo, de uma oportunidade para poder encontrar as cores e a beleza nela mesma.

Uma narrativa especial, que colabora com o olhar do adulto em relação às crianças na sua própria família ou na escola, que necessitam de apoio para reconhecer o melhor de si mesma.

Uma história emocionante!



Texto: Ana Saldanha
Ilustração: Yara Kono
Editora: Peirópolis


Só eu! Nesse livro um menino revela como é seu cotidiano em que tudo é só dele: ele acorda só, brinca só, passeia só, o abraço e o colo dos pais são só dele, faz leitura só e por fim deixou de ser só para ter um irmão só dele!

Uma graça de narrativa, muito interessante para contar as crianças que que esperam pela chegada de um irmãozinho.

As ilustrações são alegres e dinâmicas e o texto mistura a fonte de letra bastão com letra cursiva, algumas crianças com certeza vão reparar, principalmente as que desejam ou já começaram a escrever com a letra cursiva.






Texto e Ilustração: Agostinho Ornellas
Editora: Cortez

Um livro é muito especial!

Eu adoro a história da chapeuzinho vermelho e suas versões e essa é incrível: acontece no Nordeste brasileiro com roupas típicas, sol quente, plantas espinhentas e uma onça faminta. Deu para imaginar?

É uma narrativa um pouco mais longa, uma adaptação nordestina com os costumes de lá e um pouco de imaginação. Conforme a leitura, as crianças vão identificando os elementos parecidos com a chapeuzinho vermelho que tanto conhecem, as surpresas e as diferenças causam entusiasmo e diversão.Dependendo do repertório de cada criança, podem até lembrar-se das histórias brasileiras que envolvem a onça e outros animais. Também aproveitam para conhecer um pouco mais sobre o Nordeste: expressões, costumes, paisagem, animais, vestimenta, etc.

O final é surpreendente e aproxima as crianças a pensarem sobre a ecologia e a fauna brasileira, o que pode proporcionar uma boa roda de conversa.


Boa diversão!



sexta-feira, 27 de maio de 2016

REGISTROS sobre o lúdico, o brincar e a cultura infantil.

Ensinar com ludicidade pode ser uma forma de desenvolver a criatividade e os conhecimentos. Aprender se divertindo e se relacionando com os outros. O lúdico está nas atividades que despertam o prazer, tanto para as crianças, quanto para os adultos.

A partir de jogos e brincadeiras, o lúdico pode estar presente no processo de aprendizagem com propostas interativas e prazerosas, que despertam o interesse.


O lúdico pode ser utilizado como uma ferramenta para desenvolver as competências e habilidades das crianças, elas aprendem brincando, mas claro sem "pedagogizar" tudo.... Atividades dirigidas são necessárias e bem-vindas, mas os momentos de livre escolha e brincadeiras espontâneas são de grande importância para o desenvolvimento infantil.



Na ludicidade a criança (1):

· Recria e interpreta o mundo em que vive;

· Relaciona-se com o mundo;

· Explora a emoção, os sentimentos, os pensamentos, os desejos e as necessidades, ao utilizar-se das diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita);

· Desenvolve a linguagem, o pensamento, a concentração e a atenção;

· Experimenta, descobre, aprende, desenvolve habilidades e senso de companheirismo;

· Aprende a aceitar as regras, esperar sua vez, aceitar o resultado, lidar com frustrações e elevar o nível de motivação;

· Vive personagens diferentes, ampliando sua compreensão sobre os vários papeis e relacionamentos humanos

· Constrói a sociabilidade;

· Aprende.

Nessa proposta, o lúdico pode ser reconhecido como um mediador entre o brincar e o conhecimento, possibilitando novas descobertas e aprendizagens de maneira significativa e envolvente.

Os momentos de livre escolha também podem ser lúdicos, independente da idade todo mundo se beneficia do lúdico. Nas brincadeiras de livre escolha ou espontâneas, o educador pode e deve colaborar com intervenções no espaço ou oferecendo uma diversidade de materiais, principalmente os não-estruturados.

Para continuar a refletir sobre esses temas, reuni diversas publicações do blog:


Desenho com areia
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2014/11/desenho-com-areia.html

Território do Brincar e eu
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2014/09/o-territorio-o-brincar-e-eu_7.html

Construção com sucata
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2014/08/brincar-de-construcao-com-sucata.html

Brincar no parque com areia, água e sucata
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2014/05/brincar-no-parque-com-areia-agua-e.html

O olhar do educador
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2014/03/o-olhar-do-educador-contribuicoes-da.html

Misturas e investigações
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2013/11/misturas-e-investigacoes.html

Brincar na praça
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2013/11/brincar-na-praca-uma-breve-reflexao.html

Recreio
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2013/02/intervalo-recreio-parque-hora-de-se.html

Brincar do quê?
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2012/10/brincar-do-que-para-brincar-ou-aprender.html

Cantos, acolhimento...
http://culturainfantilearte.blogspot.com.br/2012/08/acolhimentocantos-cantinhos-um-novo.html


(1) Fonte: Documento A escola de tempo integral - Jundiaí.

LITERATURA INFANTIL: indicações BRINQUE-BOOK

Texto e ilustração: Rotraut Susanne Berner
Tradução: Hedi Gnädinger
Editora: BRINQUE-BOOK

O livro aborda os seguintes temas: preconceito e amizade.

O coelho e o cão tem os mesmos interesses, mas não podem interagir. Suas famílias  não se dão bem e se provocam com frequência, até deixam de ir a algum lugar por causa da outra família. Criam explicações convincentes sobre o porque não ir e justificam essa rivalidade de geração em geração. 

Até que o coelho e  o cão se sentem entediados e resolvem se arriscar: fogem e vão para uma competição. Diversos animais estão participando, de repente uma chuva forte despenca do céu e eles precisam se ajudar, vivem uma aventura e conseguem encontrar o caminho de volta. Será que essa situação vai unir as duas famílias?

A final da leitura dá uma boa roda de conversa com as crianças!



Texto e ilustração: Guido Van Genechten
Tradução: Camila Werner
Editora: BRINQUE-BOOK

O título já dá uma dica sobre o tema da história: um cachorro que se perde do dono. Enquanto o cachorro procura entre as pernas das pessoas, uma avalanche de ilustrações com uma grande quantidade de cores, estampas e formas surgem: cachorros, crianças, adultos, objetos, etc. E assim o cachorrinho percorre ente uma diversidade de pessoas, enquanto descreve seu dono durante a narrativa. Até que....

O fim eu não contar, vou deixar para você encontrar. Será que você vai conseguir imaginar como é esse dono?

Boa leitura!





Texto e ilustração: Marie-Louise Gay

Tradução: Gilda de Aquino
Editora: BRINQUE-BOOK


Esse livro é uma riqueza! Vamos soltar a imaginação?

Sabe aquelas perguntas infantis sem fim? A autora relembra sua infância e adentra ao mundo das perguntas para obter respostas. A grande pergunta é "Como começa uma história?" e assim a autora cria uma narrativa atraente, que mexe com a imaginação e cria possibilidades sobre como se escreve um livro. Os textos distribuídos se entrelaçam: ora a autora, ora  os animais e os personagens.

A ilustração é aquarelada, colorida e cheia de detalhes, várias informações para observar. Alguns personagens no cantinho conversam com o leitor.

Um ótimo livro para apresentar as crianças entre 5 e 6 anos (na minha experiência) que sempre se mostram curiosas em entender como se escreve uma história, como é esse processo. E para surpresa, a autora cria um história dentro dessa história! Demais!

Uma obra dinâmica como toda criança!

No fim do livro você encontra algumas perguntas e respostas sobre a autora e ainda se tiver mais perguntas pode escrever para ela.


Boa descoberta!


quarta-feira, 30 de março de 2016

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de março

Autor e ilustrador: Clara Gavilan
Editora: QUATROCANTOS

Esse trio faz parte de uma coleção de livros-imagem que trata da amizade de dois personagens: Lu & Bilu.

É uma caixinha encantadora! Com temas sobre sentimentos, colabora com a interação entre os pares (família ou educadores) criando um ambiente envolvente, além de aproximar os pequenos da literatura.

O livro-imagem permite que a história tenha vários sentidos: a cada novo contato a descoberta de novos elementos, que incentivam a criação de histórias de acordo com a experiência leitora de cada um. É perfeito para apresentar às crianças e dependendo da idade, inventar uma narrativa ou mesmo propor que elas criem uma narrativa.

As ilustrações são simples, leves e delicadas. A aquarela e suas cores retratam um pássaro e um hipopótamo fêmea com diferentes expressões, movimentos e situações. É uma sequência de acontecimentos que dá vida ao livro sem palavras e com muita imaginação.

Boa criatividade!



Autor: Ilan Brenman
Ilustrador: Carlo Giovani
Editora: BRINQUE-BOOK

A narrativa traz uma discussão muito importante e atual: o uso excessivo da tecnologia. Tanto crianças, como adultos, têm se dedicado aos eletrônicos por tanto tempo que deixam de lado a socialização, os exercícios e a diversão "do mundo real". A tecnologia nos ajuda muito, mas sem excessos.

Pedro, é um menino que vive ocupado com seus brinquedos eletrônicos: celular, tablet, game, televisão. E muitas vezes parece esquecer de como é bom brincar com os brinquedos e as pessoas, será que ele só consegue se divertir com uma tela? Teria como equilibrar o tempo nos eletrônicos com as brincadeiras e seus brinquedos?

As ilustrações são incríveis, parecem dobraduras! E de fato o ilustrador as criou tridimensionais usando diversos materiais. Um jeito único e criativo de representar, muito interessante para trabalhar com crianças.

E você será que consegue encontrar esse equilíbrio?

Boa reflexão!


Autor: James Riordan
Ilustrador: Amanda Hall
Editora: WMF Martins Fontes

Histórias do mundo, de diversas culturas, folclore, mitologia, são meus livros prediletos. Aprendo novas palavras, símbolos, crenças e valores.

Esse livro tem nove narrativas incríveis que aconteceram no mar e nos seus arredores. Quando penso em histórias do mar, imediatamente, me vem à tona palavras como mistério, descoberta, aventura, seres desconhecidos, monstros, feitiço, perigo, tesouro, disputa, profundidade etc.

É muito estímulo! Essa coletânea, traz histórias antigas do mundo todo, provavelmente fazem parte da tradição oral, passadas de geração em geração até alguém registrar.       

Se observar em uma mapa, é possível verificar que há histórias de diversas partes do oceano, mares, rios e lagos.

As ilustrações estão presentes em todas as páginas e ajudam as crianças imaginarem a narrativa; cheias de cor e vivacidade, surpreendem e dão vida aos personagens e situações, representando a cultura de cada país.

Boa navegação!

segunda-feira, 14 de março de 2016

INVESTIGAÇÃO DE SUPORTES: um trabalho coletivo.

Pintura no plástico bolha.

Essa foi uma investigação desenvolvida com crianças de 5 anos e teve como objetivo a experimentação de suportes grandes em propostas com o grupo todo.

Essa ideia surgiu do próprio grupo em uma roda de apreciação dos trabalhos deles mesmos e alguém disse: “Já sei vamos estudar os papéis!” e foi a partir desse comentário que começamos o planejamento das propostas (eu e o grupo).


Na escola as crianças têm diversas oportunidades de desenhar e pintar individualmente, como são pequenas, o coletivo é um desafio que precisa ser mediado por um adulto. 


A produção coletiva é uma boa oportunidade para colocar as crianças em situações de organização, divisão do espaço e respeito pela produção do outro: cuidar para não pintar por cima do desenho do amigo, fazer o seu próprio desenho ou combinar com as crianças para fazer desenhos juntos ou agregados ou mesmo o grupo todo com um único tema (isso é gradual). Podem ainda fazer uma intervenção no desenho do outro (com autorização do colega) e perceber a diversidade de opções que uma pintura coletiva pode proporcionar, além do quanto pode ser prazeroso trabalhar em equipe.

Ofereci os seguintes suportes: plástico bolha, acetato, papel camurça, papel espelho, craft, o próprio mural de azulejo, cartolina, tecido, colorset, papelão, jornal e talagarça. E diversos tipos de pincéis: brocha, trincha, esponja, rolinho, chato, redondo, etc.

As experimentações provocaram comentários muito interessantes: durante as rodas de apreciação das produções, contaram sobre a sensação de pintar sobre uma textura diferente. Observaram que cada textura exige atenção para como utilizar os pincéis, com mais ou menos pressão, com pouca ou muita tinta; qual melhor tipo de pincel e seu posicionamento (se mais inclinado, em pé), enfim, o que é possível com cada suporte e ferramenta. 

Aproveitei este momento para retomar sobre os cuidados com os pincéis, com as tintas, o excesso no pincel (para a produção não escorrer), a meleca nos potinhos e em si mesmos, lembretes do que eles já são capazes de cumprir - a não ser que a ideia ou a intenção da experimentação seja o contrário.