sábado, 14 de abril de 2018

Protagonismo infantil: como é isso na prática?


Muito se fala sobre o protagonismo infantil e cada vez mais o discurso das escolas propagam que as crianças são protagonistas, porém podem existir algumas confusões: escolher é diferente de ter vez e voz. Então como seria considerar a criança como protagonista das suas aprendizagens?

Em primeiro lugar precisamos rever a concepção de criança para depois compreendermos como o protagonismo infantil acontece. Essa concepção vê a criança potente, capaz, criativa, rica nas suas iniciativas e no seu próprio processo de aprendizagem.

Então para começar leia esse artigo sobre concepção de criança e infância para complementar essa reflexão:




Quando o educador passa a considerar essa perspectiva da criança protagonista de sua aprendizagem, essa visão modifica as formas de relação com elas e de planejamento das propostas. A criança vê o educador como um parceiro mais experiente, atencioso, que caminha com ela e investe em suas ideias. A relação que se estabelece é de respeito, reconhecimento, vínculo e muita satisfação.

O educador planeja para e com as crianças. Essa maneira de planejar interliga os conteúdos curriculares, as escolhas do educador e o interesse (os questionamentos) das crianças, tornando a aprendizagem significativa para todos os envolvidos: ora o educador é protagonista, ora a criança. Tanto o educador, quanto a criança, assumem uma postura mais investigativa: pesquisam e aprendem juntos. Essa prática colabora muito para formação do educador e coloca-o em movimento na situação de aprendizagem.


O protagonismo infantil norteia as ações do planejamento que o educador elabora a cada semana, para que esse conceito seja de fato contemplado, outras perspectivas devem ser levadas em conta: a escuta, a observação, o registro, o espaço e o ambiente, as diversas linguagens, a investigação, as relações, o ensino aprendizagem como processo subjetivo e grupal, a avaliação e a formação profissional.[1]


O educador que atua nessa perspectiva, precisa estar atento e aberto as crianças: as falas, as maneiras singulares de dizer e as necessidades. É uma escuta sensível. É o alimento para seu planejamento que dessa forma torna-se interessante e significativo; e passa a ser construído por todos os envolvidos, não mais programado e centralizado no educador e sim projetado com as crianças e as famílias. Essa projeção emerge do cotidiano, das experiências que as crianças são convidadas a participar ou descobrem por elas mesmas e também do que compartilham com os educadores. 

Dentro de alguns dias voltarei a essa reflexão devido a próxima publicação sobre a abordagem de Reggio Emilia e as cem linguagens das crianças.


[1] Fonte: Disponível em < http://www.estudosdacrianca.com.br/resources/anais/1/1405620534_ARQUIVO_protagonismoeparticipacao.rtf.pdf >. Acesso em 11 abr. 2015.

terça-feira, 20 de março de 2018

LITERATURA INFANTIL: indicações Ciranda Cultural.


Texto: Elisabeth Bagulev
 Ilustração: Gregoire Mabire

A obra trata de assuntos muito interessantes como imaginação, jogo simbólico, criatividade, reaproveitamento de materiais, brincadeira e amizade.

Dois meninos brincam em um quintal cheio de materiais descartados, até a chegada de uma nova criança para brincar. Os meninos achavam que ela não sabia brincar de nada legal, mas a menina insistiu e construiu coisas incríveis, aos poucos os meninos se encantaram com as construções e ficaram amigos, se divertiam muito. Certo dia, a menina precisou ir embora, como será brincar sem ela?

Boa aventura! 

Texto e Ilustração: Rebecca Elliott

A relação afetuosa entre dois irmãos é o tema dessa história. Cleonice não fala, nem anda e seu irmão nos apresenta o mundo deles de forma muito sensível e emocionante. Ele ama a irmã compara com outras relações entre irmãos e diz que ela é sua melhor amiga, a melhor irmã!

Um livro encantador!


Texto e Ilustração: Mark Oliver

Essa é a história de um cão robô chamado Sucata. Por um problema em sua orelha não pode ter um dono e foi parar em um pátio onde fez amizade com outros cães robôs rejeitados e na busca pela enorme vontade de ter um dono e ser feliz, teve uma grande ideia!

Como será que Sucata resolveu essa situação?

Boa leitura!

Texto: Jô Gallafrio
 Ilustração: Sandra Lavandeira

Onde será que fica o Beleléu? É no lombo de uma mula manca que a aventura começa, uma menina que percorre diversas regiões brasileiras e apresenta cada pedacinho do país com muita diversidade e cultura, de forma descontraída e  cheia de curiosidades. 
Em pouco tempo as crianças notam as rimas, como elas adoram!

Boa viagem!


terça-feira, 13 de março de 2018

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de março

Texto: Rosana Rios
Ilustração: Mauricio Negro
Editora: Pulo do Gato

Um livro encantador e sensível. Um menino simples, que percorre um longo caminho até a escola debaixo de um calor que castiga, mas nesse percurso ele encontrou algo que despertou seu olhar e suas ideias: uma poesia!

Já gostava de poesia, mas dessa vez foi capturado por ela e transformou-se em ventania, até eu fiquei com vontade de fazer poesia!

É muito bom quando encontramos algo que prende nossa atenção, a literatura é assim e a poesia nos faz interpretar com olhos de criança o brincar com as palavras.

As ilustrações são incríveis e também demandam certa sensibilidade para enxergar bem todo o contexto, são imagens que precisam de uma leitura apurada, elas não estão completamente dadas. 

Boa ventania!

Texto: Alexandre de Castro Gomes
Ilustração: Cris Alhadeff
Editora: Cortez


O título já desperta curiosidade: livro lê gente? Ao começar a leitura me surpreendi, a história é contada por livros!

Em uma biblioteca pública daquelas com prateleiras bem altas cheias de livros, uma bibliotecária e as pessoas que frequentam o espaço, os livros conversam entre si, contam suas histórias e inclusive o que acontece com eles depois que ficam tão velhinhos. E foi assim, nesse bate papo que o livro mais velho ensinou seus amigos a lerem pessoas. Ler pessoas? Sim, com imaginação e um olhar perspicaz o livro mais velho foi chamando a atenção dos outros em relação a história de cada pessoa que ali estava.

Boa diversão!


Texto e Ilustração: Elma
Editora: Do Brasil

Na capa e contracapa do livro a areia tem um relevo sensorial. As cores e as ilustrações trazem a impressão de uma leitura leve.

Logo no início a surpresa é o nome da cachorra, as ilustrações me fizeram ter a sensação de vento e mar, a calmaria das praias sossegadas.

Essa é uma história simples e delicada sobre uma menina, sua tia e uma cachorra em um cenário delicioso.

A menina e a cachorra se divertem muito e ela quer dividir um pouco da sensação de entrar no mar com a amiga, mas o mar não é lugar para o animal que foge ao ficar sem coleira. 

A menina pensa diversas respostas para o que vai dizer para sua tia. Até que a mesma aparece. E agora, será que a cachorra volta?



Texto e Ilustração: Komako Sakai
Tradução: Lúcia Hiratsuka
Editora: Pequena Zahar


Nessa obra a autora nos mostra como as crianças sentem o rompimento com algo ou mesmo alguém que cria um laço e ele é ameaçado.

Lina ganhou um balão cheio de gás Hélio, daqueles que precisa de um palito ou um dedo para amarrar se não saí voando por aí. Andou com ele pelas ruas até chegar em casa, sua mãe soltou o cordão do seu dedo e a menina brincou muito. Só chamava a mãe quando o balão ia para o teto, a mesma amarrou uma colher na ponta do cordão e resolveu o problema.

Agora o balão flutuava na altura de Lina e era possível brincar no jardim, até que uma ventania fez o balão ficar preso em uma árvore. A mãe não conseguiu pegar naquele dia. Como será que Lina se sentiu?


Texto e Ilustração: Luciana Grether
Editora: Zit

A espessura da capa e da contracapa me captaram sensorialmente, depois as ilustrações logo no início iluminaram meu olhar.

Marinela cresce acreditando que um dia seu príncipe encantando chegará para se casar, um enredo passado de geração em geração. Adora observar a tia e a avó nos seus afazeres e o tempo passa, mas nada de príncipe. E assim, a menina virou moça e se dedicava a cantar, dançar, se conectar com a natureza em andanças e explorações, um encontro consigo mesma. Até descobrir que o príncipe era só ilusão, bom era viver em liberdade com sua realidade. Mas quem será aquele moço que chega num cavalo e com uma viola?

Bom encontro!

sábado, 10 de fevereiro de 2018

KITCALENS: leitura, ludicidade e culinária em família.


KitCalens é um projeto com finalidade educativa-filantrópica que propõe um clube de leitura divertido e cheio de aprendizagens. O diferencial é que você aproveita a história para conversar sobre o tema, cozinhar e também brincar com o material do kit; e ao mesmo tempo é possível trabalhar com as habilidades socioemocionais.

As assinaturas são revertidas para projetos da Instituição Monteiro Lobato, com mais de 70 anos de experiência em projetos de impacto social para crianças e famílias em vulnerabilidade (Americana - SP). O Núcleo de Atendimento Terapêutico recebe essa renda e atua com cerca de 1000 atendimentos gratuitos (2016).



Os kits são selecionados por uma equipe de curadoria pedagógica e os conteúdos contam com um livro, receitas e um material lúdico. Tive o prazer de receber essa incrível seleção de material durante alguns meses com uma assinatura degustação e vou apresentar alguns exemplos desse conteúdo:



 O Kit chega assim todo embaladinho, cheio de surpresas!

 Ao abrir, encontrará um informativo que orienta  e complementa a proposta da edição, além de dicas e sugestões.

Os livros abordam os temas socioemocionais com muita diversão e ludicidade, alguns são até sensoriais. As crianças que estão aprendendo a ler já podem se arriscar, a maior parte dos textos estão em letra maiúscula.

 Essas são as fichas de receitas chamadas "Misturinhas" para colocar a "mão na massa" e aproveitar todos os benefícios de cozinhar em casa em família. São 2 receitas por kit.



O material lúdico conta com jogos, adesivos, recorte e monte e outras surpresas para aguçar a imaginação e enriquecer a proposta.


A cada Kit recebido você também pode acompanhar um vídeo no canal do Youtube https://www.youtube.com/channel/UCbGQclLPRu54XR-OdZskFKg







Aproveite para conhecer mais sobre esse projeto:








terça-feira, 9 de janeiro de 2018

LITERATURA INFANTIL: especial Diários de Pilar

*Nessa indicação selecionei a coleção Diários de Pilar publicados pela editora Pequena Zahar.



Conheci essa coleção na escola por meio de uma criança. Tinha acabado de voltar de viagem e achei interessante o Diário de Pilar, mas demorou para de fato eu ter contato com um exemplar. Agora tive a oportunidade de ler a coleção e quero contar um pouco do que achei das aventuras de Pilar na Grécia, na Amazônia, no Egito, em Machu Picchu, na África e o mais novo lançamento Diários de Pilar na China

O texto tem um estilo que permanece durante toda a coleção: ludicidade, humor, cultura e diversão. Trata-se de um texto literário em forma de um diário (até as páginas tem linhas), ou seja, um relato pessoal fictício que descreve os acontecimentos, sentimentos, ideias e muito mais sobre a personagem Pilar. Faz parte da narrativa a busca para entender o que aconteceu com seu pai, que sumiu desde quando era pequena e ninguém sabe ao certo o que houve.

As ilustrações são surpreendentes: chamam muito a atenção, despertam a imaginação e a criatividade. Têm muitas cores e detalhes, algumas imagens são desenhos, outras são fotos que retratam parte da cultura local, bilhetes, curiosidades e lembranças. São imagens ilustrativas e informativas, que complementam e enriquecem a narrativa. 

Se você já estudou ou visitou algum desses lugares onde Pilar vive suas aventuras, com certeza vai se localizar bem dentro da narrativa; se não estudou, tem grandes chances de querer saber mais sobre determinado local e sobre a próxima aventura de Pilar. As últimas páginas são cheias de curiosidades! Você vai se encantar!

A leitura flui com muita leveza e curiosidade, além de ser possível conhecer um pouco de cada cultura. O texto é de Flávia Lins e Silva, ilustrações de Joana Penna, da editora Pequena Zahar. 

Confira algumas páginas de cada livro no link abaixo de cada um deles.


Nas primeiras páginas, belas ilustrações, um um sumário cheio de aventuras e explicações. Logo depois, Pilar se apresenta e conta um pouco sobre suas favoritices, seu melhor amigo Breno, seu gato, sua família e como descobriu uma rede mágica que a fez aparecer na Grécia, para onde seu avó viajou. Por meio da mitologia, assuntos importantes são tratados com muita sensibilidade.

Nessa aventura, o gato ganha um nome que é Samba. Pilar conhece grandes personagens da mitologia grega e da história do país, além dos lugares incríveis no qual vive a aventura. 

Entre suas lembranças podemos conhecer o alfabeto grego, frases curtas úteis, cartas descritivas de alguns personagens da mitologia grega, instrumentos musicais, simbologias etc.

Ao final ela já nos deixa a dica de quais outros lugares sonha em viajar!

http://www.zahar.com.br/livro/diario-de-pilar-na-grecia



Ao abrir o livro, um convite delicioso: as primeiras páginas apresentam um pouquinho da cultura indígena.


Essa aventura começa com a criação da Sociedade dos Espiões Invisíveis, na qual desejam investigar porque uma colega de Pilar diz que ela é esquisita. Depois encontram uma possível pista do seu pai, correm para a rede mágica e vão parar no Brasil!

Em um barco Gaiola, observaram o encontro das águas do Rio Negro e do Rio Solimões, encantaram-se com a cultura ribeirinha e viveram experiências incríveis descendo o Rio Amazonas, passando pelo Rio Tapajós e a Floresta Encantada, até chegarem em Belém. 

Aprenderam muito sobre a fauna e a flora local e tiveram a oportunidade de vivenciar lendas indígenas e mitos brasileiros. Conheceram um grupo de Icamiabas e pintaram seus corpos com jenipapo. Será que dessa vez Pilar encontrará seu pai? Fim da investigação e de volta a sua casa ela encontra um bilhete surpresa em sua cama, a mãe apresenta um namorado e Samba desaparece.
Com um novo integrante na família, Pilar se adapta bem com a mudança de Bernardo, o novo marido da mamãe, para sua casa. Todos estão contentes!

Mais uma vez com desentendimentos entre seus colegas na escola, a menina fica brava, vai para casa, pula na rede mágica. Breno chega apressado e juntos vão parar no Egito. 

Em um sarcófago, salvam Tutancâmon, um faraó. No Vale dos Reis, pegaram carona com uma Fênix para se locomoverem até o Rio Nilo, ficam frente a frente com deuses e deusas, visitam as pirâmides, andaram de jangada, tapete mágico, camelo e muito mais. 

Conheceram plantas e frutos do deserto, diferentes espécies de escorpião, animais e muitas outras maravilhas da cultura egípcia. Entre magias, portais, templos e amuletos, se deparam com a mitologia egípcia durante toda a viagem. 

Pilar até recebeu um pedido de casamento! Ela também aprendeu um pouco sobre a escrita e a matemática. Ao término dessa aventura, há uma galeria de deuses e uma linha do tempo, dentre outras curiosidade.

http://www.zahar.com.br/livro/diario-de-pilar-no-egito




Mais uma aventura pela América do Sul, mas dessa vez no Peru!

Pilar estava um pouco encucada com a ideia de Samba ir morar em outro lugar por causa da sua asma. No meio dessa chateação o gato foi para rede e sumiu. Só tinha uma coisa a fazer: pular para rede mágica e girar!

Nas alturas das montanhas Peruanas, Breno e Pilar encontraram Samba e juntos viveram perigosas aventuras em meio a tanta natureza exuberante. 

Durante o percurso da trilha Inca, provaram folha de coca para se sentir melhor com a altitude, aprenderam sobre as histórias dos deuses, as crenças daquele lugar e sobre os Imperadores Incas; conheceram um Sacerdote, aventuram-se pela Cordilheira dos Andes e degustaram diversos alimentos, além de atraírem os pássaros com seus apitos até chegarem ao Machu Picchu. Lá exploraram tudo que puderam descobrindo muitas coisas interessantes sobre a cultura local.

E você sabe diferenciar uma Lhama, de uma Vicunha ou uma Alpaca? Conhece milho branco, amarelo, negro, avermelhado e mesclado? Você sabe a origem das batatas? Embarque nessa aventura e descubra!

http://www.zahar.com.br/livro/diario-de-pilar-em-machu-picchu



Mais uma vez, o danado do Samba dá início a uma nova viagem pelo mundo ao ouvir um barulho vindo da rede. Pilar adora as músicas, os instrumentos e a ginga da capoeira. E por meio de um som de agogô essa turma foi parar na África.

Fizeram muitas amizades e aprenderam a trançar os cabelos, a usar miçangas, conheceram o poder e as histórias dos Orixás, os tecidos, as festas, o idioma e muitas outras crenças e costumes do povo africano.

Se aventuraram em uma luta para proteger e salvar o povo negro de mercadores que os sequestravam para escravizá-los. 

Durante essa jornada Pilar e Breno carregaram potes de água na cabeça, se locomoveram em elefantes, participaram de um jogo de búzios, observaram máscaras esculpidas em madeira, experimentaram especiarias, salvaram diversos animais aprisionados, avistaram uma linda vegetação e seus animais típicos, visitaram países diferentes, ouviram instrumentos novos, conheceram rainhas e se divertiram muito! Até desembarcarem em Salvador e em um quilombo ser acolhida, junto com sua mãe. Pilar termina essa aventura namorando e com o próximo possível paradeiro de seu pai: China!

http://www.zahar.com.br/livro/diario-de-pilar-na-africa


Esse a maior novidade é o lançamento de Diários de Pilar na China!!! Confira o primeiro vídeo no canal do youtube:





Dessa vez, essa dupla escolheu o destino e se arriscou colocando uma bússola e um globo terrestre na rede mágica com a localização correta. E desembarcaram em uma festa esplêndida com a maior população do mundo: o Ano Novo chinês!

Se você conferiu o vídeo, Pilar já contou um pouquinho do que descobriu por lá. 

Será que essa é a última viagem de Pilar, Breno e Samba? 






Para saber mais...

Site da autora http://www.flavialinsesilva.com.br/pilar
Site da editora  http://www.zahar.com.br
Facebook https://www.facebook.com/DiariodePilar


quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

LITERATURA INFANTIL: indicações Brinque-Book

  Texto e Ilustração: Fabio Quinteiro

Que leitura deliciosa! Um livro que fala das cores e dos sentimentos com muita diversão.
Juju ganhou um livro sobre as cores e descobriu muito sobre seus significados. Ela tem uma coleção de chapéus e cada um deles representa um tema: pintora, esportista, mágica, chef de cozinha, bruxa e caipira. 
Junte-se a Juju e seus colegas e prepare-se para começar a enxergar as cores de um jeito diferente! 
Seu dia está um pouco desbotado? Uma leitura colorida te aguarda!


 Texto e Ilustração: Stephen Michael King
Tradução: Gilda de Aquino

O que fazer nos dias chuvosos? Alguns gostam de chuvas, outros não. E agora?

A tartaruga resolveu colocar a cara para fora do casco, como todos os dias de manhã, chamou o caracol e nada. Ela brincou, cantou, pulou, fez as acrobacias preferidas de seu amigo e nada. E mais dias de chuva vieram, até que a tartaruga teve um plano para fazer o caracol colocar sua cara para fora! E deu certo! Como será que isso aconteceu?

Boa descoberta!


 Texto e Ilustração: Hrefna Bragadottir
Tradução: Gilda de Aquino

Lívio é daqueles que quando entra em uma livraria, quer levar todos os livros  sobre para casa. Ele sonhava em estar em um deles!

Certo dia, ao sair de casa observou uma movimentação de bichos e um cartaz escrito "TESTE PARA PERSONAGEM", ele não perdeu a oportunidade e entrou na fila. Todos os animais já tinham experiência, menos ele, afinal que bicho era esse? Lívio é um....acharam ele bem esquisito e vou reprovado no teste.

Os colegas lhe deram conselhos sobre o que ele precisava ser para ganhar um personagem, mas Lívio não se encaixava em nenhuma das qualidades e desistiu. Mas será impossível? 

Confira a história até o final e para entender melhor observe a dica na última folha!

Lembre-se seja você mesmo!


 Organização: Bia Hetzel e Silvia Negreiros
Ilustração: Mariana Massarani

Esse é um livro alfabeto que apresenta as letras de forma lúdica e divertida. As crianças já mostram curiosidade pelas letras desde muito cedo, nessa obra é possível encontrar palavras que elas já conhecem e outras novas para ampliar o vocabulário. Inclusive se a criança demostrar muito interesse, um leitor mais experiente pode criar um alfabeto personalizado junto com a criança para ela ir falando palavras que começam com determinada letra e o mais experiente escrever até ela se arriscar a escrever sozinha. Como se fosse um alfabeto com as palavras do cotidiano e novas palavras descobertas em outras leituras.
Com muitas cores e imagens, a criançada vai adorar!

Ficou com dúvidas? Confiras as informações no final do livro sobre a origem do abecedário e seus usos.


 Texto e Ilustração: Fernando Vilela

Achei o título bem divertido! Como sempre as ilustrações desse artista são gravuras de encher os olhos de belezura.

Ao mesmo tempo que a narrativa trata da amizade e das diferenças, também apresenta os dinossauros do Brasil e suas características. Na parte dos ovos lembrei do patinho feio, depois alguns desentendimentos dão sequência a história e a questão das diferenças é tratada de forma bem espontânea: quem concorda fica e se mistura, quem não concorda vai embora e não se mistura. Tudo isso, até que novas gerações recomecem os conflitos.



 Texto: Heinz Janisch
Ilustração: Birgit Antoni
Tradução: Hedi Gnädinger

Foi assim que ele chegou ao mundo e exatamente assim que ele gosta ser. Cada um tem seu cabelo, seus olhos, seu nariz, seu nariz, suas orelhas, sua boca, seu pescoço, seus braços e mãos, sua barriga, seu bumbum, suas pernas, seu sorriso...inclusive os animais e você! Afinal nosso corpo serve para as mesmas coisas: proteger, ver, sentir, ouvir, alimentar, acariciar, sustentar, agarrar, saltar, limpar e alegrar.

Somos todos iguais e diferentes!


 Texto e Ilustração: Nicola O'Byrne
Tradução: Gilda de Aquino

Tédio, imaginação e um lobo? Será que o coelho vai conseguir sair dessa enrascada?

O lobo todo esperto se aproximou do coelho com um interesse em mente (você consegue imaginar qual era?).

O coelho suspeitou do lobo no início, mas depois gostou de usar a imaginação e ter um colega para brincar. O lobo muito esperto começou a história e foi direcionando as ideias do coelho até que...será que o lobo conseguiu engolir o coelho ou coelho é que deu um jeito nesse lobo espertinho?

A imaginação é algo maravilhoso! Você brinca, se diverte e ainda soluciona situações aparentemente sem saída! Saiba usá-la. Cuidado!

domingo, 5 de novembro de 2017

Um olhar sensível na prática com a primeiríssima infância: diálogos com a abordagem PIKLER.

Dr. Emmi Pikler
(1902-1984)

Pikler é o sobrenome da pediatra austríaca-húngara que criou a abordagem que também é conhecida pelo nome Lóczy, em Budapeste, devido ao nome da rua do Instituto onde aconteceu todo o trabalho reconhecido mundialmente.




O contexto histórico dessa abordagem é após Segunda Guerra Mundial, assim como outras abordagens e pedagogias surgiram na Europa. Em meio a devastação geral, a necessidade de se reerguer, se unir e criar novas perspectivas de sobrevivência e esperança para um futuro melhor. 

Confira esse documentário em espanhol (há imagens da abordagem, da guerra, dos orfanatos):




Nessa época Spitz, um psiquiatra com formação em psicanálise, criou o conceito hospitalismo (por volta de 1945), isto é, a falta de afeto e vínculo pode levar os bebês a morte, não basta apenas suprir as necessidades físicas de alimentação e higiene (pense nos orfanatos, a quantidade de crianças sem família nessa época), os bebês precisam de afeto e de interação; da relação dedicada com um adulto referência, seja a mãe ou outra pessoa que ocupe a função materna. Nesse mesmo contexto, em 1946, a UNICEF foi criada para cuidar das crianças vitimadas da guerra.

A abordagem da Dr. Emmi Pikler teve caminhos muito interessantes: de observações em um hospital e as primeiras ideias sobre o que uma criança pequena necessita para ter um desenvolvimento saudável, depois comprovar essa teoria passo a passo colocando em prática em sua própria família, para orientar pais como pediatra familiar.  Logo após, foi convidada a assumir um orfanato, atuou com formação de equipe e despertou o interesse das creches e outras áreas da saúde.

A riqueza está em oferecer o que há de mais humano: olhar, tocar, falar. Em considerar a criança pequena como uma pessoa, uma concepção que parece óbvia, mas que para o trabalho com bebês e crianças pequenas acontecia pouco. 

Um aspecto importante é que desde o início do seu trabalho a Dr. Pikler registrava e documentava suas observações. Podemos conferir toda a sua pesquisa e documentação de anos, nos seus livros, com fotos e desenhos, além dos vídeos.






Anna Tardos, psicóloga e diretora do Instituto. Filha e sucessora da Dr. Pikler.







Existem diversas redes espalhadas pelo mundo que se dedicam em oferecer formação e divulgar a abordagem Pikler, além de contribuir com quem busca informação. Alguns países que consegui pesquisar: Itália, Suíça, Holanda, Áustria, Reino Unido, Espanha, França, Alemanha, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos, Peru, Equador, Chile, Argentina e Brasil.

O google é uma ferramenta incrível para encontrar vídeos, textos, fotos, reportagens, mas a maior parte do material está em outra língua. Temos pouco material traduzido para o português.




As minhas referências principais são as duas redes que já participei de cursos e o Instituto Pikler na Hungria:
  • Rede Pikler Nuestra América, formação em Buenos Aires;
  • Associação Pikler-Loczy na França, formação em Paris;
Além do meu primeiro contato com a abordagem que foi em 2013, pela OMEP, no 10o Encontro Internacional VID sobre a abordagem Pikler com a Anna Tardos. Atualmente, também estudo psicanálise, pois existe um bom diálogo com os princípios.

Com o foco no desenvolvimento sadio da primeiríssima infância (0 a 3 anos), essa forma de atuar com as crianças nos inspira e é possível abrir diálogos reflexivos com diferentes enfoques. Considerando a importância dos cuidados corporais, a motricidade livre, o vínculo com o adulto, as iniciativas da criança, a interação entre os bebês, a rotina, o espaço, os materiais para brincar, a observação e o registro. Promovendo um olhar mais sensível em relação a maneira como vemos e atuamos com os bebês e as crianças pequenas, são muitas as oportunidades de repensarmos a nossa prática. São nos detalhes como, por exemplo, a forma de pegar a criança, trocar, alimentar, interagir e se comunicar que se faz a diferença para construção de um indivíduo seguro e confiante.

Não tem como não considerar a nossa cultura e implantar uma receita, seria um erro, o que colocamos em prática são recortes possíveis, algumas mudanças. A abordagem é complexa e precisa de muito estudo, o trabalho educativo pode tê-la como referência.


No documento curricular do Peru já há citação da abordagem como referência www.repositorio.minedu.gob.pe, a pedagogia Waldorf também se inspira e nos Estados Unidos a abordagem RIE (Resources for infant educarers), criada por Magda Gerber tem um diálogo bem interessante.
www.rie.org/educaring/ries-basic-principles/


Em resumo, os princípios fundamentais dessa abordagem são:

  1. Valorizar as iniciativas próprias da criança (autonomia);
  2. Relação privilegiada entre o adulto e o bebê (criança pequena), principalmente nos momentos de cuidados corporais;
  3. Movimento livre, ambiente favorável, exploração e brincadeira espontânea.

Porém a partir desses princípios, conceitos menores, mas não menos importantes nos orientam.

É uma abordagem que quebra paradigmas, nem todas as pessoas se afeiçoam, se interessam ou concordam com a concepção, mas o que vale é conhecer, estudar, refletir e verificar se de fato vai ao encontro com o que você acredita.

Acredito que a abordagem contribui muito para a formação dos educadores:
  • o cuidado que educa fica muito claro, 
  • o papel do educador como sensível, observador, reflexivo, que documenta, cria mais condições favoráveis e faz menos intervenções diretas;
  • conhecimento específicos e das capacidades dos bebês e crianças pequenas
  • educador tranquilo, paciente, afetuoso, compreensivo, interessado pelos detalhes do cotidiano;
  • consciência de que atuar com essa faixa etária é uma grande responsabilidade;
  • é uma profissão restrita, não é para qualquer pessoa;
  • necessita de estudo e reflexão contínua,
  • engloba temas das diversas áreas como psicologia, psicanálise, pedagogia, psicomotricidade, pediatria, psiquiatria, etc;
  • considera a necessidade de um sistema triangular de apoio e suporte ao trabalho desenvolvido (o educador também precisa ser cuidado);
  • e almeja a valorização do profissional (importância e papel primordial para o desenvolvimento da criança);
  • Dentre outros aspectos...

Fique de olho na página do www.facebook.com/culturainfantilearte , pois divulgo formações sobre cursos, em SP e em outras cidades e estados, nesse perfil.