quarta-feira, 30 de março de 2016

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de março

Autor e ilustrador: Clara Gavilan
Editora: QUATROCANTOS

Esse trio faz parte de uma coleção de livros-imagem que trata da amizade de dois personagens: Lu & Bilu.

É uma caixinha encantadora! Com temas sobre sentimentos, colabora com a interação entre os pares (família ou educadores) criando um ambiente envolvente, além de aproximar os pequenos da literatura.

O livro-imagem permite que a história tenha vários sentidos: a cada novo contato a descoberta de novos elementos, que incentivam a criação de histórias de acordo com a experiência leitora de cada um. É perfeito para apresentar às crianças e dependendo da idade, inventar uma narrativa ou mesmo propor que elas criem uma narrativa.

As ilustrações são simples, leves e delicadas. A aquarela e suas cores retratam um pássaro e um hipopótamo fêmea com diferentes expressões, movimentos e situações. É uma sequência de acontecimentos que dá vida ao livro sem palavras e com muita imaginação.

Boa criatividade!



Autor: Ilan Brenman
Ilustrador: Carlo Giovani
Editora: BRINQUE-BOOK

A narrativa traz uma discussão muito importante e atual: o uso excessivo da tecnologia. Tanto crianças, como adultos, têm se dedicado aos eletrônicos por tanto tempo que deixam de lado a socialização, os exercícios e a diversão "do mundo real". A tecnologia nos ajuda muito, mas sem excessos.

Pedro, é um menino que vive ocupado com seus brinquedos eletrônicos: celular, tablet, game, televisão. E muitas vezes parece esquecer de como é bom brincar com os brinquedos e as pessoas, será que ele só consegue se divertir com uma tela? Teria como equilibrar o tempo nos eletrônicos com as brincadeiras e seus brinquedos?

As ilustrações são incríveis, parecem dobraduras! E de fato o ilustrador as criou tridimensionais usando diversos materiais. Um jeito único e criativo de representar, muito interessante para trabalhar com crianças.

E você será que consegue encontrar esse equilíbrio?

Boa reflexão!


Autor: James Riordan
Ilustrador: Amanda Hall
Editora: WMF Martins Fontes

Histórias do mundo, de diversas culturas, folclore, mitologia, são meus livros prediletos. Aprendo novas palavras, símbolos, crenças e valores.

Esse livro tem nove narrativas incríveis que aconteceram no mar e nos seus arredores. Quando penso em histórias do mar, imediatamente, me vem à tona palavras como mistério, descoberta, aventura, seres desconhecidos, monstros, feitiço, perigo, tesouro, disputa, profundidade etc.

É muito estímulo! Essa coletânea, traz histórias antigas do mundo todo, provavelmente fazem parte da tradição oral, passadas de geração em geração até alguém registrar.       

Se observar em uma mapa, é possível verificar que há histórias de diversas partes do oceano, mares, rios e lagos.

As ilustrações estão presentes em todas as páginas e ajudam as crianças imaginarem a narrativa; cheias de cor e vivacidade, surpreendem e dão vida aos personagens e situações, representando a cultura de cada país.

Boa navegação!

segunda-feira, 14 de março de 2016

INVESTIGAÇÃO DE SUPORTES: um trabalho coletivo.

Pintura no plástico bolha.

Essa foi uma investigação desenvolvida com crianças de 5 anos e teve como objetivo a experimentação de suportes grandes em propostas com o grupo todo.

Essa ideia surgiu do próprio grupo em uma roda de apreciação dos trabalhos deles mesmos e alguém disse: “Já sei vamos estudar os papéis!” e foi a partir desse comentário que começamos o planejamento das propostas (eu e o grupo).


Na escola as crianças têm diversas oportunidades de desenhar e pintar individualmente, como são pequenas, o coletivo é um desafio que precisa ser mediado por um adulto. 


A produção coletiva é uma boa oportunidade para colocar as crianças em situações de organização, divisão do espaço e respeito pela produção do outro: cuidar para não pintar por cima do desenho do amigo, fazer o seu próprio desenho ou combinar com as crianças para fazer desenhos juntos ou agregados ou mesmo o grupo todo com um único tema (isso é gradual). Podem ainda fazer uma intervenção no desenho do outro (com autorização do colega) e perceber a diversidade de opções que uma pintura coletiva pode proporcionar, além do quanto pode ser prazeroso trabalhar em equipe.

Ofereci os seguintes suportes: plástico bolha, acetato, papel camurça, papel espelho, craft, o próprio mural de azulejo, cartolina, tecido, colorset, papelão, jornal e talagarça. E diversos tipos de pincéis: brocha, trincha, esponja, rolinho, chato, redondo, etc.

As experimentações provocaram comentários muito interessantes: durante as rodas de apreciação das produções, contaram sobre a sensação de pintar sobre uma textura diferente. Observaram que cada textura exige atenção para como utilizar os pincéis, com mais ou menos pressão, com pouca ou muita tinta; qual melhor tipo de pincel e seu posicionamento (se mais inclinado, em pé), enfim, o que é possível com cada suporte e ferramenta. 

Aproveitei este momento para retomar sobre os cuidados com os pincéis, com as tintas, o excesso no pincel (para a produção não escorrer), a meleca nos potinhos e em si mesmos, lembretes do que eles já são capazes de cumprir - a não ser que a ideia ou a intenção da experimentação seja o contrário.