segunda-feira, 14 de março de 2016

INVESTIGAÇÃO DE SUPORTES: um trabalho coletivo.

Pintura no plástico bolha.

Essa foi uma investigação desenvolvida com crianças de 5 anos e teve como objetivo a experimentação de suportes grandes em propostas com o grupo todo.

Essa ideia surgiu do próprio grupo em uma roda de apreciação dos trabalhos deles mesmos e alguém disse: “Já sei vamos estudar os papéis!” e foi a partir desse comentário que começamos o planejamento das propostas (eu e o grupo).


Na escola as crianças têm diversas oportunidades de desenhar e pintar individualmente, como são pequenas, o coletivo é um desafio que precisa ser mediado por um adulto. 


A produção coletiva é uma boa oportunidade para colocar as crianças em situações de organização, divisão do espaço e respeito pela produção do outro: cuidar para não pintar por cima do desenho do amigo, fazer o seu próprio desenho ou combinar com as crianças para fazer desenhos juntos ou agregados ou mesmo o grupo todo com um único tema (isso é gradual). Podem ainda fazer uma intervenção no desenho do outro (com autorização do colega) e perceber a diversidade de opções que uma pintura coletiva pode proporcionar, além do quanto pode ser prazeroso trabalhar em equipe.

Ofereci os seguintes suportes: plástico bolha, acetato, papel camurça, papel espelho, craft, o próprio mural de azulejo, cartolina, tecido, colorset, papelão, jornal e talagarça. E diversos tipos de pincéis: brocha, trincha, esponja, rolinho, chato, redondo, etc.

As experimentações provocaram comentários muito interessantes: durante as rodas de apreciação das produções, contaram sobre a sensação de pintar sobre uma textura diferente. Observaram que cada textura exige atenção para como utilizar os pincéis, com mais ou menos pressão, com pouca ou muita tinta; qual melhor tipo de pincel e seu posicionamento (se mais inclinado, em pé), enfim, o que é possível com cada suporte e ferramenta. 

Aproveitei este momento para retomar sobre os cuidados com os pincéis, com as tintas, o excesso no pincel (para a produção não escorrer), a meleca nos potinhos e em si mesmos, lembretes do que eles já são capazes de cumprir - a não ser que a ideia ou a intenção da experimentação seja o contrário.