domingo, 28 de fevereiro de 2016

LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de fevereiro

Autor e ilustrador: Anthony Browne
Tradução: Clarice Duque Estrada
Editora: Pequena Zahar

Texto e ilustrações incríveis! O autor é conhecido por muitas crianças e adultos, essa obra explora a mudança na vida de uma criança.


O personagem Gregório fica intrigado com o aviso do pai ao dizer que as coisas iam mudar quando voltasse com a mamãe. O menino espera e começa a imaginar coisas estranhas entre o que era habitual na casa. O que estava acontecendo?


As crianças vão se divertir com o que Gregório vê pela casa até seus pais voltarem com o que realmente ia mudar sua vida.


Boa leitura!


Autores: Fabiana Werneck Barcinski e Rodrigo Lacerda
Ilustração: Guazzelli
Editora: Pequena Zahar

Um livro maravilhoso para as crianças conhecerem uma campeã olímpica e aprenderem mais sobre o vôlei.

Nessa obra é possível apreciar a história da atleta desde criança, seu percurso com desafios e conquistas. As páginas mesclam ilustrações e fotos, no final há uma linha do tempo da vida de Jackie, a relações de outros atletas brasileiros nos jogos olímpicos, as medalhas conquistadas, as regras do jogo de vôlei de quadra e de areia.


Aproveite o contexto dos jogos olímpicos 2016 e apresente essa história para as crianças.



Boa aventura!


Autor e ilustrador: JOÃOCARÉ
Editora: WMF Martins Fontes

Que tal aprender yoga imitando animais?

Já pratiquei na escola com as crianças, fez parte de um projeto sobre corpo humano e elas curtiram muito, inclusive algumas já sabiam certas posições devido a prática dos pais. Era um momento tranquilo, de concentração, alongamento e respiração.

O livro começa com o autor fazendo uma apresentação, contando um pouco sua trajetória até escrever esse livro. Depois, a cada página o autor ensina como fazer a posição, o texto mexe com a imaginação das crianças em relação ao animal da postura e também fornece um breve comentário sobre a espécie. A ilustração complementa esse imaginário e diverte.

Boa prática!


Autor: Luis Dolhnikoff
Ilustração: Guilherme Zamoner
Editora: QUATROCANTOS

Poemas inspirados por uma criança curiosa pelas palavras. As ilustrações são bem singulares: pequenas, grandes, cheias de detalhes e padrões, objetos com olhos e bocas, cores de tom pastel, movimentação aparente.

Um ser grandalhão cheio de trecos, objetos, palavras e uma menina.
Elvira tem muitas perguntas e tenta entender o nome das coisas medindo as palavras e vai percebendo a grande confusão ou não, que esse mundo pode ser.

É bem interessante a forma como a sequência de poemas foi colocada, quase como uma história...

Uma leitura divertida e questionadora!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

LUZ E SOMBRA: experiências, hipóteses, descobertas e mais perguntas.

A primeira vez que trabalhei com esse tema, tive como referência o livro "Luz, Cores e Sombras", da Abramundo, em um projeto de Ciências com crianças do 1o ano do FI. Depois conheci o trabalho desenvolvido nas escolas de Reggio Emilia e tentei unir as duas práticas desenvolvendo vivências com crianças de 6 anos do período complementar (FI) em 2014.

Desde bem pequena, quando a criança vê pela primeira vez sua própria sombra, ela já começa a investigar naturalmente o que é aquilo que a persegue e até se assusta. Existem vários vídeos que mostram esse processo, confira o link https://www.youtube.com/watch?v=G4aTw-zEJZ8 . E assim a curiosidade, em relação a esse fenômeno quase mágico, continua durante toda educação infantil e início do fundamental I.

A intenção desse trabalho é questionar, investigar, experimentar e brincar. Trocar conhecimento e observar para tentar criar hipóteses. Mais do que respostas, esse projeto provoca mais perguntas.

Trabalhei com um conteúdo bem diverso para que as crianças percebessem: como as sombras se formam, como a luz interage com os objetos e materiais, qual é a diferença da luz natural e da luz artificial; quais as cores, sombras e reflexos podem se alterar dependendo da interação dos materiais ou da luz. Há objetos que enxergamos no escuro outros apenas com luz, diferentes materiais provocam diferentes resultados, existe sombra mais ou menos intensa, alguns componentes podem interferir na projeção da sombra, há diferenças entre mistura de cores com a luz e com a tinta, quais os fenômenos naturais ligados a luz...entrando em contato com conhecimentos científicos, aprendendo a nomear algumas características e procedimentos das experiências e seus materiais.

O livro Crianças, Espaços, Relações - como projetar ambientes para educação infantil (a minha edição é em espanhol, p. 46 a 58); conta um pouco sobre a importância do trabalho com a luz na abordagem Reggiana.

O trabalho com a luz contempla três dimensões perceptivas: a visibilidade, a imagem estética e a sensação da passagem do tempo.
A luz também nos remete as emoções: euforia, medo, indiferença etc. Dependendo de como o ambiente é iluminado.
Tanto a luz artificial quanto a natural, são importantes e distintas. Uma nos diz sobre o dia, o tempo, a outra é facilmente manipulada e transformada, assim as crianças podem produzir novas configurações estéticas.

É possível trabalhar com a variação de tipos de sombras a depender da fonte de luz, da disposição dos objetos e das características do ambiente: cores quentes e frias, monocromática ou policromática, composições de acordo com a posição da fonte de luz, geometrias e texturas de acordo com o que o ambiente interno sugere, translúcidas, homogêneas, desordenadas, modelada etc.

As crianças se mostraram muito felizes nessa exploração. Tiveram a oportunidade de conferir, brincar, criar e aprender sobre algumas relações entre luz e sombra.

Trabalharam com teatro de sombra, lanterna, pega-pega sombra, desenho da sombra no chão, experiências com as cores e muitas outras propostas não contempladas aqui.


Fotos de algumas propostas com o retroprojetor...


























*Imagens de autoria Marcela Chanan

VISITE O NOVO SITE DO BLOG CULTURA INFANTIL www.blogculturainfantil.com.br/blog

*Todos os direitos autorais das imagens e texto reservados para Marcela Chanan. É proibida sua cópia sem autorização prévia. O compartilhamento da publicação na íntegra diretamente do blog (link e via redes sociais) é livre.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

HISTÓRIAS E LENDAS BRASILEIRAS: indicação WMF Martins Fontes.

Esse trio faz parte de uma coleção de livros que prioriza a cultura brasileira para crianças. São histórias, lendas e informações sobre a fauna, a flora e a tradição do nosso povo. 

Confira essa publicação, de 2015, sobre os outros títulos: http://culturainfantilearte.blogspot.com/2015/08/fauna-brasileira-para-criancas.html


O ilustrador Geraldo Valério, traz todo encantamento e beleza das suas formas variadas de representar com a alegria das cores. Esse cenário chama muito a atenção das crianças: seus olhinhos brilham a cada personagem. Frequentemente, depois de um adulto ler uma história, elas querem manipular o livro, conhecê-lo e se divertir com as ilustrações peculiares desse magnífico artista.


Confira abaixo um pouquinho sobre o texto de cada obra...


Ilustrador: Geraldo Valério
Textos: Vera do Val
Editora: WMF Martins Fontes



Nesse livro oito lendas apresentam um pouco da cultura indígena: a origem e a criação dos povos e do mundo.

O folclore faz parte da tradição oral dos povos da floresta, recontadas em uma linguagem rica e acessível às crianças.

As lendas despertam a imaginação e a curiosidade. As palavras indígenas e a relação entre os animais e os índios, dependendo da idade da criança, pode propiciar uma boa conversa após a leitura, devido o desejo de entender melhor sobre as origens e os significados.



A onça e o macaco são inimigos antigos do folclore brasileiro. A introdução é indispensável para o pequeno leitor conhecer melhor sobre esses dois animais.

A onça é grande e musculosa, come qualquer bicho, entra na água, gosta de viver sozinha. O macaco adora brincar, vive pelas árvores, é ágil e esperto, vive em bando. Quem será que ganha essa disputa? A força ou a sabedoria?

As narrativas são pura diversão e a cada história as crianças podem tentar antecipar o que vai acontecer. Aos poucos elas vão percebendo quem sempre se dá bem e o por quê.



Aqui a diversidade de animais está garantida! São oito histórias para rir, se envolver, desvendar as diferentes resoluções da bicharada e aprender com eles. Os bichos até parecem gente!

O texto traz uma linguagem clara e um vocabulário rico, com certeza as crianças aprenderão novas palavras, nomes e expressões. Também existe a possibilidade do adulto entonar uma voz para cada animal, já que os personagens conversam bastante. Há contos longos, outros breves e até contos com música para as crianças aprenderem.



*Imagens retiradas do site do ilustrador http://www.geraldovalerio.com/index.html

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

LITERATURA INFANTIL: Indicação de livros encantadores para crianças bem pequenas


Autora: Orianne Lallemand 
Ilustração: Éléonore Thuillier
Tradução: Gilda de Aquino
Editora: Brinque-Book

Esse livro faz parte de uma coleção com quatro histórias. São temas próximos da vida cotidiana dos pequenos, com certeza possibilitará uma conversa gostosa no qual eles se identificarão com algumas situações. Porque criança pequena é assim: não quer compartilhar, usa penico, vai à escola e tem medo de escuro. Além de estar aprendendo a conviver com os outros colegas. 

As ilustrações são divertidas e atraem a atenção, afinal os personagens são lobos! 

Nessa história o Lobinho convida uma prima para brincar, mas quando começam a brincadeira ele não quer emprestar seus brinquedos. E agora como esse problema será resolvido?

Boa interação!




Texto e Ilustração: Guido Van Genechten
Tradução: Camila Werner
Editora: Brinque-Book

Uma narrativa graciosa e bem humorada! Essencial para o momento do desfralde.

O pequeno elefante ganha um presente incrível e tenta descobrir para que serve. O pai explica, mas mesmo assim o elefantinho continua a imaginar diversas utilidades para aquele objeto. 

Com paciência e admiração a família interage com o filhote: o pai fala novamente o que é aquilo e a mãe reforça, apenas quando o pai demonstra o uso, o pequeno entende. 

Mais tarde o pequenino experimenta! E no outro dia de novo! 




Texto: Autumn Publishing
Ilustração: Stephanie Hinton
Tradução: Gilda de Aquino
Editora: Brinque-Book


Livro com dedoches é satisfação garantida! Esse título faz parte de uma coleção com quatro volumes. São temas que agradam as crianças e divertem: dinossauros, monstros, floresta e fazenda.

De forma lúdica, as crianças pequenas interagem com a história e aprendem sobre os opostos: pequeno/grande, baixo/alto, lento/rápido, tímido/extrovertido. Mostrando que cada um tem seu jeito.

O texto é rimado e as ilustrações junto ao dedoche despertam o prazer do contato com os livros. Por conter partes pequenas (olhos) não é indicado para menores de 3 anos sem a supervisão de um adulto.






Texto e Ilustração: Silvana Rando
Editora: Brinque-Book


A Coleção Primeiros Livros é indicada para crianças a partir de 1 ano, são três livrinhos adoráveis que podem ser guardados na caixinha da coleção.

Gildo é um personagem famoso entre as crianças pequenas, já ganhou o prêmio Jabuti de literatura infantil e diverte o pequeno leitor com sua simpatia.

A coleção apresenta as cores, os opostos e a contagem até 5. As ilustrações são delicadas e facilitam a interação com os livros, também são bem coloridas e com diversas tonalidades.

Boa Primeira Leitura!



terça-feira, 27 de outubro de 2015

DESCOBRINDO TINTAS

“O vermelho vivo atrai e irrita o olhar, como chama que o homem contempla irresistivelmente. O amarelo limão berrante, depois de um certo tempo, fere o olho, com o som agudo de um clarim perfura os tímpanos . O olho pisca, não consegue suportar e vai mergulhar nas calmas profundezas do azul ou do verde”. Kandinsky




Descobrir diferentes tintas pode ser um trabalho desenvolvido com crianças de diversas faixas etárias. Possibilitar a exploração, a manipulação,  as formas de preparar as tintas, conhecer os elementos naturais, as texturas, os cheiros e suas características; favorece o desenvolvimento sensorial, da percepção e estimula a criatividade. Dependendo do objetivo é possível integrar o trabalho com as áreas do conhecimento e ampliar os saberes sobre a natureza, os povos etc.

Um relato de trabalho com o Grupo 4...

Nessa proposta as crianças tiveram a oportunidade de preparar as próprias tintas, conhecer um pouco da história dos pigmentos, utilizar as misturas preparadas para fazer pinturas e desenhos, explorar novos materiais, instrumentos e suportes, além de participar de apreciações.

As crianças conhecem uma limitada quantidade de tintas que podem ser utilizadas para pintura em suas produções, normalmente, pelo uso na escola conhecem a guache, a anilina e a aquarela. 

Com o preparo de tintas caseiras e naturais, elas puderam fazer relações e ampliar o conhecimento que já possuíam. Foi possível construir novas ideias, manipular, explorar e descobrir possibilidades como: alterar a textura da tinta e utilizar elementos da natureza para prepará-las.

Objetivos
  • ampliar o conhecimento de mundo (manipular diferentes objetos e materiais, explorar suas características, propriedades e possibilidades de manuseio, além de entrar em contato com formas diversas de expressão artística);
  • utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação;
  • conhecer novas tintas naturais e industrializadas;
  • explorar e aprofundar as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes.

Algumas ideias de atividades:

1. Roda de conversa: Do que são feitas as tintas? Vocês já pintaram com alguma tinta diferente? Como poderíamos preparar uma tinta? 

Você sabia? Contar um pouco sobre o uso das tintas naturais antigamente. E que há diferenças entre a tinta feita na fábrica e estas que preparamos em casa ou na escola.

Colorir areia com anilina e produzir um desenho com cola.


2. Tinta de beterraba:

Preparar um "suco de beterraba" com o grupo e usar para pintar com pincel o “fundo” de uma cartolina de um determinado tamanho, esperar secar e depois desenhar por cima com caneta preta.


 3. Tinta com terra:

Misturar terra do jardim, água e cola.

Fazer uma pintura no canson.



4. Tinta com café:

Fazer café com água quente e pó, coar com coador de pano com o grupo.

Pintar com algodão preso em um palito o “fundo” de um papel branco de um determinado tamanho, esperar secar e depois desenhar por cima com caneta preta.





5. Tinta de urucum (índios):

Apreciar pinturas indígenas (padronagem) – depois de pronta a tinta, produzir uma pintura no corpo de um colega (braços, pernas etc).

Água, urucum e pilão. Socar a semente.

Para usar – Uma criança pinta a outra, assim como os índios (pintura corporal)

6. Nanquim

Usar nanquim preto e/ou colorido e fazer uma pintura com palito de churrasco e/ou cotonete como pincel.





7. Variações de tinta guache para exploração:


Relevo- acrescentar farinha a tinta guache.


Aquarela- acrescentar água a guache.

Áspera- acrescentar areia a guache.

Gelatinosa - acrescentar sagu




8. Tinta de espinafre:

Bater a água e o espinafre no liquidificador, depois coar.

Pintar com esponjas o “fundo” de uma cartolina de um determinado tamanho, esperar secar e depois desenhar por cima com caneta preta.





9. Tinta Têmpera (Volpi):

Apreciar obras de artistas que trabalhavam com essa tinta e contar sobre o preparo da mesma. Preparar junto com as crianças e depois produzir uma pintura no papel. 
Ovo - uma gema por criança
Pigmento 
Água 
Vinagre 

Separar a clara da gema e em seguida, com todo cuidado, retirar a película que envolve a gema; acrescentar a água, duas gotinhas de óleo de cravo (ou o vinagre) e mexa com uma colher.
Você pode separar essa base em potinhos e em cada um acrescentar o pigmento da cor desejada.

OBS: o tom desejado depende do tipo de trabalho que deseja fazer e da quantidade de água e pigmento usado: mais água e menos pigmento, fica aquarelado.

10. Tinta para pintura a dedo:

Material: 
• 1 litro de água; 
• 1 xícara de chá de farinha ou maizena;
• 3 colheres de sopa de vinagre; anilina ou guache (diversas cores) 

Como fazer:

Misture bem a farinha e a água e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até conseguir um mingau uniforme, não muito grosso. 
Deixe esfriar e junte o vinagre. Divida a massa em recipientes e acrescente a anilina ou o guache (uma cor em cada).

Pintura coletiva no plástico bolha. 

11. Tinta de carvão:

Pó de carvão, água e cola.
Pintura com pincel fino no papel de partitura.




12. Tinta de morango:

Morango, água e cola ou apenas o "suco".

Pingar com o conta-gotas muitas vezes o “fundo” de uma sulfite, esperar secar e depois desenhar por cima com caneta preta.

13. Tinta de amido de milho perfumada:

· Guache líquido

· Amido de milho

· Xícara para medir

· Colher e tigela

Misturar uma xícara (240 ml) de guache líquida e uma xícara (125 g) de amido de milho em uma tigela para fazer uma tinta grossa, que grude bem no papel. Acrescentar na tinta extrato de hortelã, canela e baunilha; um cada pote diferente.

Fazer pintura coletiva na talagarça com papel kraft por baixo.

Essas foram algumas das atividades desenvolvidas em meio à tantas possibilidades.

VISITE O NOVO SITE DO BLOG CULTURA INFANTIL www.blogculturainfantil.com.br/blog

*Todos os direitos autorais das imagens e texto reservados para Marcela Chanan. É proibida sua cópia sem autorização prévia. O compartilhamento da publicação na íntegra diretamente do blog (link e via redes sociais) é livre.

domingo, 25 de outubro de 2015

LITERATURA INFANTIL: Indicações do mês de outubro.



Autor: Ilan Brenman
Ilustração: Ionit Zilberman
Editora: Brinque-Book


O assunto pum é um dos mais comentados entre as crianças. E que tal falar dele contando uma história? 

O autor Ilan Brenman já fez e faz muito sucesso entre a criançada com os títulos "Até as princesas soltam pum" e "Pai, todos animais soltam pum?" premiados pela Revista Crescer. E agora chega às livrarias o lançamento "O LIVRO SECRETO das princesas que soltam pum", um livro que de imediato desperta a curiosidade. O conteúdo misterioso desvenda um segredo que ninguém nunca parou para pensar e fará o leitor mudar o seu olhar em relação a alguns personagens malvados dos contos de fadas. 

Está curioso? Corra e leia secretamente!


Autor: Felipe Schuery
Ilustração: Clara Gavilan
Editora: Quatro Cantos

Essa é uma história de duas metades que se encontram e se completam, será mesmo? As pessoas são diferentes e tem seu jeito de ser e estar no mundo, e é muito divertido quando encontramos pessoas assim, que enriquecem nossas vivências. 

O livro é premiado pela Revista Crescer e pode contribuir para uma ótima conversa com as crianças na escola ou em casa, pois normalmente elas estranham os colegas que têm gostos muito diferentes dos seus. Essa é uma narrativa em que as diferenças unem ao invés de separar. 

A ilustração é sensível, leve e toda em aquarela. Complementa a narrativa e desperta expressões alegres no rostinho das crianças.  

Confira o vídeo:





Recontado por: Dawn Casey 
Traduzido por: Waldéa Barcellos
Ilustrado por: Anne Wilson
Editora: WMF Martins Fontes


Esse livro me chamou atenção por vários motivos. O primeiro deles é pelo título e por se tratar de contos populares de diferentes culturas, depois pelas cores e alegria que as ilustrações transmitem - parecem em comunhão com os animais, plantas e paisagens; e pela conscientização da importância de preservar o planeta. 

As crianças simplesmente se encantam com as narrativas e as propostas sugeridas após cada leitura: pintura, receita, confecção de brinquedo, cultivo de planta, comedouro de pássaros, construção de cabana e um mini jardim aquático.

Gostam de conferir onde estão localizados os países no mapa-múndi, esperam ansiosamente pelo próximo conto e conversam sobre as descobertas referentes as culturas e da relação com a natureza. 

As histórias tradicionais são transmitidas de geração em geração e cumprem esse papel de explicar fatos sobre a humanidade e sua relação com o mundo. 

Bom encantamento!




Autores e ilustradores: Bertrand Santini e Laurent Gapaillard
Tradução: Joana Angélica D'Avila  Melo
Editora: Pequena Zahar



"Um livro especial, premiado e publicado em diversos países".


Essa é uma obra em capítulos, porém dependendo do leitor pode acontecer em diferentes tempos. São capítulos curtos, portanto perfeitos para crianças que leem a letra de imprensa com autonomia.

Yark é um monstro meio ogro, raro e pouco conhecido. Grande, peludo, dentuço e com asas de morcego. 

Adora crianças, especialmente experimentá-las! Ele aparece no meio da noite e nham! Mas gosta de um tipo específico: mal criadas, medrosas, desobedientes ou será que prefere as ajuizadas?

Como se proteger desse grandão? Será que esse monstro tem alguma fraqueza? 

Leia, aprecie as ilustrações incríveis e divirta-se com as aventuras desse ogro e descubra o que acontece quando ele conhece uma menina chamada Madeleine. 


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Uma reflexão sobre a mãe, a professora e as necessidades da criança.



Esse texto do Winnicott trouxe questões importantes e centrais para a minha profissão, para essa escolha de trabalhar com as crianças. Na verdade o livro todo vale a leitura.



Um dos aspectos que chamam a reflexão é considerar a família como aliada ao processo da criança na escola. A postura dos educadores em relação às famílias ainda precisa ser muito trabalhada: é comum criticá-las, acreditar que é a professora que sabe o que é bom para as crianças, que normalmente é culpa da família, enfim, situações que dificultam essa relação escola/família e que atrapalham uma parceria com foco no desenvolvimento integral da criança.

O papel da professora, da escola e da mãe está bem claro neste texto. E me parece que a professora deve manter uma postura mais profissional, diferente do que vejo atualmente, entender o seu papel na vida dessa criança, ser parceira dela, estar disponível e estudar, ampliar seus conhecimentos.

Fica claro que (nós educadoras) não somos responsáveis por suprir todas necessidades da criança, não somos substitutas das mães, somente as mães podem desempenhar o papel de mãe: elas têm dentro si a maternagem, o instinto de mãe, não é necessário que saibam tudo antes, mas é necessário que se dediquem ao bebê. Já a professora, precisa sim conhecer sobre o desenvolvimento do bebê e os cuidados para estar com eles.

É necessário considerar que a escola maternal (que atende crianças de 0 a 3 anos) é um espaço onde também é possível ajudar as crianças com questões que não sejam graves: pode-se conseguir recuperar algum fracasso na vida dessa criança, é um lugar que ela necessita dessa assistência materna, de uma continuidade.

A professora precisa de uma boa relação com as mães, manter-se informada sobre a criança, sobre cuidados corporais específicos de cada uma. E todo tipo de cuidado e relação que se estabeleça na escola deve ser de afeto.

Na escola a criança permanece em uma atmosfera diferente do seu lar, nesse espaço há diferentes possibilidades e relações para se construir e a professora precisa compreender sobre os diferentes tipos de brincadeiras e também sobre psicologia. Precisa entender como o bebê se sente, como a mãe se sente ao deixá-lo na escola, os problemas familiares que refletem na criança; precisa entender que é uma parceira da mãe e que a criança percebe esse vínculo, desenvolve confiança na professora e a adaptação pode ser mais tranquila.

O trabalho em equipe, em harmonia e parceria com os demais adultos da escola também se faz extremamente importante na vida de um professor.

Esse texto me trouxe uma reflexão sobre tamanha a responsabilidade e sensibilidade de ser professora da primeiríssima infância.

VISITE O NOVO SITE DO BLOG CULTURA INFANTIL www.blogculturainfantil.com.br/blog