sábado, 16 de maio de 2015

ECO ARTE: UMA PROPOSTA COM A NATUREZA

*Trecho do meu registro do  curso Eco-arte  em 2013 pela OMEP http://www.escolapequenitos.com.br/vid/26-anna-marie-holm-eco-arte.html .




A ideia é brincar com a arte! Mas...
O que é brincar?
O que é arte?
O que é pesquisa?
O que é trabalho?
...não dá para separar cada um. A ideia é da arte como brincadeira, pesquisa, desenvolvimento sensorial e trabalho.
Considere uma nova maneira de se trabalhar com a arte. Sair da mesa e da cadeira e fazer arte fora da sala: corpo livre em movimento gera mais criatividade.
Não é o que queremos que as crianças façam, é o que elas fazem. É na aparente bagunça que encontramos a arte, não precisamos limpar tudo, perfeitamente, quando as crianças terminam.
Leve o ateliê com você, ele não precisa ser um espaço físico, por exemplo, coloque todos os materiais em um carrinho de feira. Leve uma pequena ideia e arrume um lugar cheio de possibilidades para que as crianças tenham o que questionar.
Considere a arte como algo descomplicado, simples, sem excesso de controle e planejamento. O simples, muitas vezes, para o adulto é algo problemático.

Nós podemos encontrar perguntas na prática a partir da observação, da interação e da criação de espaços e propostas diferenciadas,

O mais importante é preparar um espaço que seja rico nas suas possibilidades. Mudar o espaço de lugar da arte, não ficar apenas na sala e no ateliê. Use o ambiente externo, use os materiais da natureza como ferramentas para arte.

Usar a linguagem artística, fazer pesquisa, experimentar. Chegar na essência da arte, pensando nas questões da arte, não nas propostas planejadas e prontas. Experimente com as crianças.


Que materiais usar? Como usar? Procurar materiais artísticos é um processo artístico. Há tantos materiais no mundo. Crie a partir do que você tem e as crianças criam o processo.

Dê oportunidades às crianças: o adulto com a ideia inicial, as crianças improvisam e criam o que desejam.

O educador precisa sair da sua ideia fechada, ir além, sair da sua zona de conforto, estudar, reaprender, fazer arte. Não se fixe em uma ideia, se abra para diálogos com a arte contemporânea.

Deixe a proposta acontecer no tempo das crianças, não interrompa a produção. O educador reclama "Não, não, ainda não começou!", quando a atividade começa?

Não separe o processo artístico do brincar, as crianças não separam, mas os adultos sempre querem separar cada coisa na sua "caixinha".

O que a criança pequena faz, pode não fazer sentido para você, mas é o processo dela, é pesquisa, é brincadeira.

Os ateliês com crianças são assim: todos os dias há uma ideia inicial, que se transforma a partir da interação dos pequenos com os materiais e os spaços.

E não se esqueça: registre tudo, faça um diário, uma coletânea de suas experiências.

Quer saber mais? Dias 29 e 30 de maio, acontece em São Paulo, um curso com a artista e o lançamento de um livro em português.

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

PERÍODO INTEGRAL E EDUCAÇÃO INTEGRAL: uma breve, ativa e inacabada reflexão...

Compartilho com vocês um assunto, polêmico, no qual tenho experiência e trabalho atualmente. Pesquiso e estudo sobre educação integral, lançando-me aos poucos nesse emaranhado de descobertas, parcerias, batalhas etc.

Cresce cada vez mais, o número de instituições educativas que oferecem a opção de passar mais tempo na escola. E as escolas que não oferecem essa possibilidade, se têm espaço, estão interessadas.

A ampliação do tempo na escola, é uma demanda social e educacional. Muitas famílias trabalham o dia todo,  e é sabido que 4h30 não é um tempo de qualidade para desenvolver as crianças integralmente.

É preciso considerar que para o desenvolvimento saudável de uma criança, o tempo de qualidade que ela tem em casa com seus familiares é de extrema importância, também não adianta deixa-la somente na escola, pois ficarão lacunas que só o amor e a presença dos pais, são capazes de suprir.

Algumas escolas particulares e públicas desenvolvem o tempo integral com qualidade, mas o buraco é fundo...se a educação no geral não vai bem em meio período, quem dirá o dia todo. É preciso um grande investimento, uma reforma na educação pública e o mesmo para as escolas particulares, que continuam com uma pedagogia arcaica e tradicional, centrada no adulto e  no assistencialismo. A discussão vai longe...

A educação integral que atualmente é discutida, traz um novo conceito que quebra a ideia de ser um período onde as crianças são ocupadas com um monte de aulas extras, sem tempo para elas mesmas ou abandonadas em salas brincando livremente. Então qual é o conceito de educação integral? 


 " O  que é educação integral?

(...) Para educar um indivíduo é preciso envolver e articular diversos outros indivíduos, tempos e espaços. Afinal, somos todos sujeitos completos, totais, com as mais diversas características, necessidades e possibilidades de aprendizagem ao longo da vida.
Compreende-se, então, que:

- A educação é por definição integral na medida em que deve atender a todas as dimensões do desenvolvimento humano e se dá como processo ao longo de toda a vida. Assim, educação integral não é uma modalidade de educação, mas sua própria definição;


-    Espaços, dinâmicas e sujeitos são objeto de aprendizagem e também seu fim, o sentido próprio para o qual converge a construção de qualquer conhecimento. Assim, mais do que um conjunto de espaços a cidade é compreendida como território educativo e o binômio escola-comunidade é sua síntese.


Nessa perspectiva, todos – escola, família, comunidade e a própria cidade –, são educadores e aprendizes de um mesmo e colaborativo processo de aprendizagem. Fundamentalmente, a educação integral reconhece oportunidades educativas que vão além dos conteúdos compartimentados do currículo tradicional e compreende a vida como um grande percurso de aprendizado e reconhece a própria como uma grande, permanente e fluída escola."

Confira o texto (e imagem) na íntegra neste link http://educacaointegral.org.br/conceito/



Já trabalhei em diversas escolas, particulares e públicas, com diferentes propostas de período integral. E ano passado, ao receber o convite de implementar essa proposta, que tem como o eixo principal o brincar e o lúdico, nas séries iniciais do Fundamental I, fiquei muito feliz. Em 2014, atuei como professora, esse ano assumi a coordenação do integral e novos desafios me movimentam.

Durante o ano passado, pude observar o quanto as crianças das séries iniciais continuam com uma demanda grande em relação ao brincar e ao lúdico. Depois comecei a pesquisar sobre educação integral e me interessei muito.

Passei a refletir sobre a responsabilidade que carregava como educadora e a importância de reformular a ideia de período integral, tentando uma aproximação com a educação integral.

Esse diálogo com a educação integral é imprescindível. Se o desejo é uma educação de qualidade, é preciso estudar os documentos oficiais e verificar as possibilidades de dialogar o período integral da escola particular com o conceito de educação integral.


Algumas palavras-chaves que norteiam a proposta do Gracinha: brincar, ludicidade, protagonismo, observação, interesse, curiosidade, flexibilidade, contemplação, descobertas, investigação, liberdade, escolhas, coletivo...

Para um novo tempo e espaço de aprendizagem, precisamos de um novo educador, é preciso renovar-se, transformar-se, sair da zona de conforto.
Esse período, acontece no contra turno escolar na parte da manhã. A rotina é organizada para contemplar diferentes momentos de brincadeira e oficinas lúdicas ministradas pela professora da turma, com algumas aulas ministradas por especialistas. A alimentação, lanche e almoço, é fornecida pela escola.
O foco desse trabalho é observar tanto situações espontâneas, quanto propostas planejadas  para a partir dessa observação,  planejar as oficinas de acordo com os objetivos de cada uma e com o documento curricular. Propostas inusitadas são muito bem-vindas!
 
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LITERATURA INFANTIL: indicações do mês de abril

 
 
Recontada por: Wendy Jones
Tradução: Monica Stahel
Ilustradora: Su Blackwell
Editora: WMF Martins Fontes

Esse livro é encantador, tanto pela arte com papel da artista Su Blackwell que ilustrou os contos, quanto pelas narrativas da tradição oral, recontadas pela autora.
 
A obra contempla sete histórias clássicas: Cinderela, O príncipe sapo, As doze princesas dançarinas, A princesa e a ervilha, Branca de Neve, Rapunzel e Bela Adormecida.
 
Os textos são de excelente qualidade e considera grandes autores como: Os irmãos Grimm, Perrault e Andersen.
 
No meu ponto de vista, as ilustrações contribuem com a imaginação das crianças em relação ao estereótipo de princesa. A arte cumpre seu papel com muita criatividade, aguça novos olhares e amplia o repertório de linguagens artísticas. Traz a simplicidade do material e da forma como representar.
 
É um ótimo livro para trabalhar com as crianças na escola, em projetos que abordam os contos de fadas. Boa apreciação!
  

 
Autor: Ilan Brenman
Ilustradora: Ionit Zilberman
Editora: Escarlate
 
Mais uma obra de sucesso para completar a coleção 14 Pérolas. São 5 títulos com narrativas da tradição oral de diversas culturas: Indiana, Budista, Judaica, Sufi e Grega.
 
Eu, particularmente, gosto muito de contar histórias do mundo todo para meus alunos. É muito importante conhecer e ter acesso à outras culturas, conversar, dialogar e aprender.
 
Da mesma maneira como temos na nossa cultura brasileira os mitos e as lendas do folclore, que cumprem o papel de transmitir seus ensinamentos, valores e crenças, é preciso expandir esses saberes, aprender com a diversidade em um país que acolhe o multiculturalismo.
 
Já trabalhei com mitos gregos na educação infantil e 1o ano do Fundamental I. Gostei muito dos textos: a adequação da linguagem para os menores, a narrativa mais curta e a ampliação  desse universo da mitologia grega. Boa aventura!
 
  

 Autor e ilustrador: Fernando Vilela
Editora: Brinque-Book

A beleza das cores e das ilustrações me chamaram muito a atenção, depois quando li que a história trata do cotidiano e dos costumes das populações ribeirinhas do Amazonas, fiquei muito curiosa, foi um convite à leitura.
 
Conheço outros livros desse autor e me encanto, cada vez que me deparo com suas técnicas criativas e seu talento.
 
Nesse livro, repare no reflexo na água, na sua transparência, cada detalhe me estimulou a imaginar como é esse lugar e como é a vivência das pessoas que moram lá.
 
Com certeza as crianças, também, irão gostar dos animais, de como os personagens vão à escola, do que acontece a cada estação e da aventura final. Boa diversão!
 

 

 
 
Autora e ilustradora: Emily Hughes
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges
Editora: Pequena Zahar

Um livro delicado, cheio de detalhes e um traçado especial. A narrativa lembrou-me das histórias reais sobre crianças que foram criadas por animais, a diferença é que essa tem um final feliz.
 
Cada animal tem seu papel em relação ao que ensinar aquela criança que apareceu na floresta, depois que é encontrada por humanos, tentam fazer com que aprenda uma nova cultura, um novo jeito de ser. Será que vai dar certo?
 
Acho que é uma história muito interessante para contar às crianças, além de ter uma ilustração maravilhosa e rica na sua representação. Tanto o texto, quanto as imagens, são surpreendentes.
 


Autor: Dilan Camargo
Ilustrador: Joãocaré
Editora: Projeto
 
Venha BRINCAR! Venha RIR! Venha CRIAR! Esse é um convite do autor e do ilustrador, então vamos lá!
 
Esse é um livro para se divertir, ler e brincar. A cada página o leitor encontra uma brincadeira em forma de poesia, as ilustrações complementam essa brincadeira com palhaçadas, maluquices e muita diversão.
 
Você pode ler para as crianças e brincar com as palavras, com as rimas, criar novas, ampliar seu repertório de brincadeiras e se divertir muito.
 
 

 
Autora: Rosana Martinelli
Ilustradora: Clara Gavilan
Editora: Quatro Cantos


As crianças adoram conversar com os colegas sobre os sonhos e contar para os professores. Já em casa, acordam assustados no meio da noite e querem colo.
 
Essa obra retrata uma menina que tem um pesadelo e a mãe resolve explicar como fabricamos os próprios sonhos, mas essa explicação bem elaborada e baseada em conceitos da psicanálise, precisa ser adaptada de forma que a filha entenda e os próximos sonhos não a amedrontem tanto.
 
Narrativa baseada em fatos reais. Se você tem essa questão com seus filhos, confira!
 
 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

COLEÇÃO FÁBULAS ILUSTRADAS por Mauricio de Sousa





A editora Girassol lançou 14 títulos de fábulas interpretadas pela Turma da Mônica.
 
Esse é o tipo de livro ideal para crianças em fase de alfabetização. Elas amam as histórias em quadrinhos e sentem-se motivadas a realizar a leitura quando se deparam com os personagens da turma da Mônica em outras narrativas. Além do livro ser todo em letra maiúscula/bastão,  o interessante é que eles até já conhecem algumas dessas fábulas e se divertem ao reencontrá-las.

Boa leitura!
 

 

sábado, 24 de janeiro de 2015

LIVRO: O QUE É UMA CRIANÇA?


Autora e Ilustradora: Beatrice Alemagna
Tradução: Mônica Stahel
   Editora: WMF Martins Fontes
 
Citei esse livro em um artigo publicado no blog http://culturainfantilearte.blogspot.com/2014/03/o-olhar-do-educador-contribuicoes-da.html no mês de março de 2014. E gostei tanto dele que resolvi escrever novamente, aguçar uma reflexão nesse início de trabalho com nossos alunos.

O título nos questiona sobre "O que é uma criança?".

A ilustração da capa apresenta diferentes crianças com diversas expressões, roupas e características. Além de muitas maneiras de representá-las: magra, gordinha, alta, baixa, além de uma variedade de narizes, olhos, bocas, cabelos...

Ao adentrar o livro, a cada nova página uma ilustração espetacular, rica nos detalhes, nas cores e na forma de representar cada criança. Fiquei com vontade de ter um quadro de cada uma na minha sala!

Um livro perfeito para refletir um pouco sobre o que é ser criança. Traz um olhar sensível, a magia de ser criança e de ver o mundo com seus olhos, traz as peculiaridades da infância, algumas comparações intrigantes sobre ser criança e ser adulto, e finalmente nos traz memórias.

Boa reflexão!
 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

LITERATURA INFANTIL: BRINCANDO NO CASTELO


 
 Autores: Corina Fletcher e Britta Teckentrup
   Editora: BRINQUE-BOOK
 
   
Esse é um livro surpreendente! O que, inicialmente, parecia apenas mais um livro de história se transformou em brincadeira e faz-de-conta.
 
Uma linda caixa guarda essa obra, ao abrir há um envelope com as peças - os personagens, e o livro-tabuleiro. Primeiro leia todas as páginas amarelas que apresentam os personagens, sugerem um enredo e dialogam com o leitor, depois abra o tabuleiro e divirta-se!
 


 
 
Assim que recebi o livro da editora, levei para escola e convidei algumas crianças para mostrar essa novidade. O conjunto todo chamou a atenção: a caixa que envolve esse livro-brinquedo, o envelope cheio de personagens, a movimentação das páginas para realizar a leitura e o tabuleiro repleto de pop-up. Depois de apresentar todo o livro, deixe-as brincar livremente e apenas observei: em alguns momentos seguiram as sugestões escritas no tabuleiro e outros inventaram novas histórias. Percebi que interagir com o livro de maneira diferente foi bem prazeroso!
 
Achei uma ótima opção para presentear crianças a partir de 4 anos.
 


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

JOGOS DE PERCURSO


Esse ano as crianças do período integral (6, 7 e 8 anos) produziram alguns jogos de percurso, que também são conhecidos como trilha, foi um trabalho muito significativo. E porque a escolha desse jogo?

O jogo de percurso promove a interação entre os alunos e têm o potencial de criar situações desafiadoras que os fazem avançar em seus conhecimentos matemáticos. Além de proporcionar um ótimo contexto para que as crianças somem quantidades ao contar os pontos nos dados, realizem a relação de quantidade de pontos obtidos com a quantidade de casa a avançar e ao percorrerem o caminho precisam repetir a sequência numérica oral.

Essa foi uma construção interdisciplinar e envolveu mais do que a área de Matemática: trabalhamos com Arte - no que diz respeito aos aspectos gráficos e estéticos utilizando a pintura e o desenho, e com Língua Portuguesa - a medida que produzimos as regras coletivamente e alguns balões com regrinhas. Também foi desenvolvida a postura de jogador. Certo dia, uma aluna até chegou a comentar "Marcela, eu não sabia que jogar dava tanta confusão!".

O grupo escolheu quatro temas foram escolhidos: floresta, fundo mar, espaço sideral e parque. Eles confeccionaram tudo: pintaram o tabuleiro, fizeram os desenhos, recortaram o caminho e traçaram os números (de 1 em 1, de 10 em 10 e de 100 em 100).

As crianças puderam jogar com um ou dois dados e também com dado de sinais (+ -). Depois os jogos prontos e as regras bem claras, compartilharam a diversão com os colegas do período da tarde.





 








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